sexta-feira, setembro 30, 2005

Peseiro, Game Over?

Parece que ainda não, afinal o homem quase conseguiu passar!
Além do mais, devemos-lhe muitos Quase.
No ano passado:
Quase ganhamos a Taça Uefa.
Quase ganhamos o Campeonato.
Quase ganhamos ao Benfica no jogo da Taça.
Quase conseguimos o apuramento directo para a fase de grupos da Champion League.
Este ano:
Quase conseguimos o apuramento para a fase de grupos da Champion League.
Quase conseguimos passar para primeiro lugar do campeonato na Madeira.
Quase conseguimos passar à fase de grupos da Taça Uefa.

O Sporting vai de mal a pior, mas ainda lhe restam alguns créditos!

quinta-feira, setembro 29, 2005

Hoje é dia de UEFA Cup!

Depois da natural derrota do Benfica, ante um decadente mas, não tanto, Manchester United...
Depois da escandalosa derrota do Porto, ante quem mesmo?
Hoje é dia de UEFA Cup! Qualquer das equipas portuguesas em competição, tem possibilidade de seguir em frente nesta prova. Vamos ver quais delas realmente o conseguem.

Uma palavra especial para o Sporting e em particular para Pinilla, a quem desejo hoje: "A Noite de Verdadeira Afirmação em Terras Portuguesas"!
O meu onze titular:
Nelson na baliza; Quarteto defensivo composto por Paíto, Tonel, Polga e Miguel Garcia; Luís Loureiro e João Moutinho num meio-campo mais recuado; João Alves a organizar jogo no centro; Douala e Wender como extremos; Pinilla como ponta-de-lança.
Prognóstico: Sporting, 4 - Halmstads, 0!

FC Porto, 2 - Artmedia Bratislava, 3

:: CROMO REPETIDO :: Aumenta o Azar Europeu

Nunca vi um jogo como este. Ou melhor, já vi jogos parecidos, mas este bate-os todos... de longe.

Como é possível o Porto dominar durante 90 minutos um adversário claramente inferior, estar a ganhar 2-0 a um minuto do intervalo e a jogar bem, e sem que eles tenham em alguma altura atacado de forma pressionante, acabar por perder 2-3? Sugiro algumas razões, por ordem de importância:

1º, Azar. Muito azar.
2º, Erros defensivos. Particularmente impressionante como a ganhar se sofre o empate num contra-ataque depois de um canto em que quase não ficou ninguém atrás. Mau demais também o lance de bola parada que dá o 2-3. Incrível sofrer três golos sem que o adversário chegue a desperdiçar qualquer oportunidade.
3º, Golos falhados. O Porto construiu lances de golo para ganhar meia dúzia de jogos. Literalmente. Mas só marcou dois, mesmo que Diego e McCarthy tenham falhado à boca da baliza por puro azar. Só coloco isto em terceiro lugar da lista porque dois golos (o de Lucho após grande cruzamento de Quaresma, e o de Diego em lance individual de contra-ataque) deviam ter sido mais do que suficientes contra este adversário, tivesse havido mais cuidado defensivo.
4º, Árbitro. Não o culpo mais porque não houve lances de penalty, fora de jogo ou golos anulados, mas só se lembrou de começar a mostrar cartões já o jogo estava 2-2... e nessa altura não expulsou por acumulação um defesa eslovaco aos 70 minutos.

Adriaanse, antes do jogo, dizia estranhamente que não era obrigatório ganhar. Tem saudades da Taça UEFA, provavelmente. Mas não deixou de ser profético quanto ao não ganhar.

Assim sendo, é praticamente o adeus à Liga dos Campeões. Mais do que isso, o Porto vai ter que trabalhar para chegar à Taça UEFA. Quem sabe no fim do ano, com a Taça UEFA na mão, não nos vamos ainda rir deste jogo.

Neste momento, no entanto, só dá para sentir incredulidade e injustiça. Este jogo foi um 5-0... que acabou 2-3.

Agora é preciso a equipa mostrar fibra de campeã, aprender com os erros e levantar-se de imediato para obter uma vitória já no próximo jogo.

segunda-feira, setembro 26, 2005

Sporting, 1 - Vitória, 0

Jogo suado, este. Desde o início que se percebeu que seria o jogo mais equilibrado dos 3 disputados pelas equipas mais mediáticas a jogar em Portugal.
O Benfica defrontou uma equipa sem força e que já se destaca no fundo da tabela.
O F.C.Porto, apesar de defrontar o Belenenses, é uma equipa de outro nível.
Restava saber o que conseguiria fazer o Sporting perante um Vitória que mesmo sem o merecido estatuto, vai mostrando que tem equipa para disputar o resultado de qualquer jogo, em qualquer competição, com qualquer adversário.
A equipa inicial veio dentro do já habitual 4-3-3 de Peseiro, com as alterações por lesão dos habituais titulares Rogério e Sá Pinto. Miguel Garcia esteve à altura. João Alves mostrou que é ele o titular daquela posição.
O lance do penalty não deixou dúvidas, sendo no entanto ingénuo o gesto de Moretto e, o derrube, efectivamente é realizado, isso sim, pelo defesa sadino. Liedson não soube concretizar a oportunidade que lhe foi concedida.
No lance do golo, Deivid continua a mostrar que temos goleador.
Em relação às substituições, considero que Peseiro esteve bem, principalmente pela coragem mostrada perante a contestação dos "treinadores de bancada". Substituíu Tello por lesão. Trocou Luís Loureiro por Wender numa altura em que tentou desequilibrar o jogo a seu favor, alterando o esquema táctico para 4-4-2 ofensivo. Voltou ao esquema inicial, com a saída de Liedson para a entrada de Beto, que tinha de entrar para segurar o jogo lá atrás, que estava completamente fora de controlo. Lembro que mesmo as equipas dominadoras e de ataque possessivo e sufocante, não podem ser compostas apenas por médios criativos, extremos e pontas-de-lança. Há que assegurar desde logo um sector defensivo sólido, capaz de segurar o jogo e empurrá-lo para os sectores ofensivos.
Uma palavra para Pinilla, para mim, aquele que espero ansiosamente que venha em breve a ter a sua grande oportunidade. Este não era o jogo. A grande oportunidade não é dada nos últimos minutos de um jogo em que se vence por 1-0 e em que o controlo não é da sua equipa. Em breve esta surgirá, com condições mais favoráveis.
Estes 3 pontos já foram contabilizados, resta aos jogadores e equipa técnica sportinguista, lançar mãos ao trabalho para levar esta equipa para um outro patamar competitivo, ao qual sabemos que pode chegar e, no qual, sabemos que será capaz de concretizar os objectivos a que se propõe. Uma palavra de incentivo igualmente para toda a equipa do Vitória, que tem muita qualidade e poderá dar imensas alegrias aos seus adeptos.

FC Porto, 2 - Belenenses, 0

:: CROMO REPETIDO :: Bela Exibição do Porto Bate Belenenses Bem Treinado

Antes de mais, há que dizer que este Belenenses tem feito uma bela época. É uma equipa recheada de bons jogadores e bem orientada, pelo que este me parecia um jogo difícil. Quando se tem um jogo difícil e a equipa ganha ultrapassando essas dificuldades com uma exibição de alto nível, é impossível os adeptos não ficarem satisfeitos.

Por um lado, um Belenenses que foi ao Dragão com quatro jogadores atacantes (Meyong, Paulo Sérgio, Silas e José Pedro). Por outro, um FC Porto que começa a ser cada vez mais regularmente um prazer ver jogar, alinhando com um onze muito próximo do que me parece ser o ideal para esta época (faltou Pedro Emanuel, ainda lesionado).

O Belenenses entrou forte, com um grande chapéu de longe de Paulo Sérgio para grande defesa de Baía. Estava lançado o que viria a ser um belo jogo, sobretudo pelo futebol desenvolvido pelo FC Porto. O Belenenses, apesar dos jogadores de qualidade ofensiva que apresentou, acabou por ser quase sempre uma equipa recuada; criou situações para marcar, mas nunca pressionou a defesa do Porto por períodos consecutivos de tempo.

McCarthy mostrou vontade e apuro técnico, aparecendo até em melhor forma física do que seria talvez de esperar. Marcou um golo muito bom de fora da área, pela finta e pela colocação do remate. Teve pelo menos mais duas finalizações de grande nível, uma em cada metade, que só Marco Aurélio evitou que dessem golo.

Quanto ao golo de Jorginho, que pouco antes tinha falhado na cara do guarda-redes um lance porventura mais fácil, vem de um erro do árbitro auxiliar. O toque de McCarthy na bola a meio do seu trajecto ter-lhe-á passado despercebido, mas o facto é que é o suficiente para colocar Jorginho em posição de fora de jogo.

O árbitro Bruno Paixão, daqueles árbitros complicativos que passam a vida a marcar faltinhas irritantes sem contacto que o justifique (só a McCarthy foi uma mão cheia delas na primeira parte), teve apenas outro lance complicado para resolver -- Bruno Alves e Romeu (penso eu) agarram-se mutuamente na área do Porto perto do final, em lance que não me parece justificar a marcação de qualquer falta.

Grande fluidez em várias fases do jogo por parte do Porto, com Lucho González finalmente a mostrar alguma coisa mais, Quaresma a desenvolver vários lances de qualidade, Ibson a deslizar como habitualmente pelo relvado com grande discernimento e o regressado Bosingwa a mostrar a diferença que alguma técnica e volcidade podem fazer.

Vitória justa na melhor exibição da época até agora, e bons sinais para o importante jogo europeu de 4ª feira perante o quase desconhecido Artmedia -- os tais que deram 5-0 em casa ao Celtic na pré-eliminatória e depois perderam 4-0 fora de casa.

- 99 - Vitor Baía [8] - Tudo o que teve para fazer saiu-lhe bem, particularmente uma notável defesa logo no início do encontro.
- 12 - Bosingwa [7] - Sem ter feito um grande jogo, está a readquirir rapidamente o ritmo e o seu regresso já deu para notar toda a diferença a nível de técnica e velocidade em comparação com Sonkaya. O lugar é claramente dele nesta altura.
- 21 - César Peixoto [7] - Tal como Bosingwa, uma exibição equilibrada entre a defesa e o ataque. Muito melhor o balanço da equipa com estes dois laterais do que com o limitado Sonkaya.
- 3 - Ricardo Costa [6] - Erro na segunda parte que quase permitiu a Silas reduzir para 2-1 manchou a exibição, que de resto foi regular.
- 13 - Bruno Alves [7] - Não cometeu erros, parece confiante, e embora não seja rápido impressiona pelo jogo aéreo. Dois jogos realizados, contra Braga e Belenenses, zero golos sofridos... não pode ser mau sinal.
- 6 - Ibson [7] - Só lhe faltou estar mais na zona de conclusão, porque de resto o seu trabalho "box-to-box" foi novamente de realçar, ficando perto de nota mais alta.
- 8 - Lucho González [7] - Finalmente começou a mostrar como sem ser rápido consegue adivinhar lances, ocupar espaços e fazer seguir a bola com rapidez e critério. Tal como Ibson, fica à porta de uma nota mais elevada.
- 20 - Diego [6] - 1 assistência - Algumas boas jogadas, mas demasiadas perdas de bola perante a marcação apertada. Nem esteve mal nem brilhou ao nível a que pode brilhar, tendo sido na segunda parte poupado para 4ª feira.
- 17 - Jorginho [7] - 1 golo - Marcou o seu primeiro golo pelo clube, tendo falhado um em jogada semelhante após grande passe de Quaresma. Um pouco abaixo do que fez em outros jogos, mas estreou-se a marcar.
- 7 - Quaresma [8] - Foi o melhor desequilibrador com dribles, cruzamentos e até passes para desmarcação perigosos. Um talento, para ser titular pelo menos nos jogos em casa.
- 9 -McCarthy [8] - 1 golo, 1 assistência - * - Melhor jogador da equipa pelo belo golo que marcou para desempatar o jogo, mas também por duas outras boas finalizações e diversas intervenções positivas no jogo a fazerem lembrar o McCarthy alegre e confiante de outros tempos.

- 27 - Alan [6] - Não deu para muito, sempre veloz e decidido mas com pouco tempo para ter impacto no jogo.
- 39 - Hugo Almeida [6] - Dois remates interessantes de longe, mas ambos ao lado. Podia ter marcado se Lisandro lhe passava a bola perto do fim.
- 11 - Lisandro López [5] - Ver acima... no seu regresso de lesão quase marcava, mas se tivesse dado a Almeida este só teria de encostar para o 3-0.

terça-feira, setembro 20, 2005

Nacional 2 - 1 Sporting --------------------> Justo

Onze Madeirense: Hilário; Patacas, Emerson, Ávalos, Miguelito; Chainho, Bruno, Alonso; Goulart, André Pinto, Chilikov.

Onze Leonino: Nélson; Rogério, Tónel, Polga, Tello; Sá Pinto, Luís Loureiro, João Moutinho; Douala, Liedson, Deivid.

Substituições no Nacional: Belman para o lugar de Hilário aos 33 minutos; Nuno Viveiros para o lugar de Alonso aos 55 minutos; Pateiro para o lugar de Chilikov aos 66 minutos.

Substituições no Sporting: João Alves para o lugar de Sá Pinto e Wender para o lugar de Douala, ambos aos 62 minutos; Carlos Martins para o lugar de João Moutinho aos 83 minutos.

Golos: Aos 46 minutos grande golo de Deivid; Alexandre Goulart iguala aos 63 minutos e André Pinto vira o resultado aos 78 minutos.

Da parte do Nacional, não sei, mas da do Sporting, apesar de não ser o meu onze, é o onze escolhido pelo treinador leonino, portanto nada a dizer. Não me surpreendeu.
O jogo foi muito bem disputado de parte a parte com ambas as equipas a exibirem sinais de franca qualidade, mas, o Sporting auto-intitula-se candidato ao "Título Nacional" e, como tal, tem um compromisso para com os seus adeptos: mostrar mais que os seus adversários, nomeadamente quando estes têm, de forma assumida, outros objectivos. Sem esquecer o grande valor da equipa madeirense, penso que seria de esperar um maior domínio do jogo por parte da equipa de Lisboa. Faltou ao Sporting aquilo que faltou igualmente ontem ao Porto: "mandar no jogo". Infelizmente este resultado não surprende, nem foi de modo algum, injusto. É o resultado que premeia a equipa que marcou mais golos. É o resultado justo.

Parabéns a todos jogadores e membros da equipa técnica do Nacional da Madeira, a quem desejo a continuação do excelente trabalho que estão a realizar, pois dignificam o futebol português.

Do Sporting espera-se uma reacção em mais um dificílimo jogo perante a equipa do Vitória de Setúbal no Estádio de Alvalade. Não há motivos para desanimar, é preciso empenho durante a semana e mais discernimento e convicção no próximo jogo. O treinador José Peseiro esteve bem durante a partida, apenas gostava que incuti-se maior garra na sua equipa para encarar o próximo jogo, bem como desse um puxão de orelhas ao defesa que deveria estar a marcar André Pinto. Luís Loureiro também começa a mostrar-se um jogador extremamente faltoso, sendo que em 4 jogos, recebeu o mesmo número de cartões amarelos. Mãos ao trabalho!

segunda-feira, setembro 19, 2005

Sp. Braga, 0 - FC Porto, 0

:: CROMO REPETIDO :: Ganhar Um Ponto ou Perder Dois?

Antes de falar do jogo, um pequeno preâmbulo. Co Adriaanse criticou esta semana o futebol português: cartões amarelos que saem quase à borla no campeonato, anti-jogo generalizado, estádios vazios ou pouco cheios, jornalistas que só querem arranjar pseudo-escândalos. Na minha opinião, acertou em cheio.

Quanto ao jogo, o Braga não está habituado a competições europeias, e não tem a estrutura financeira dos "grandes" para ter um plantel mais adaptado a essas necessidades extra. Até aqui tudo bem. Mas após um único jogo europeu que disputou, vem Jesualdo Ferreira dizer que o Braga não jogou mais por causa disso, e que o resultado é justíssimo quando a sua equipa foi sempre dominada?

Quantas vezes em anos anteriores já jogou o Braga contra equipas "maiores" cansadas por muito mais jogos europeus, sem que Jesualdo achasse que isso lhes retirava mérito pelos bons resultados que tem obtido? Será que a diferença no tempo de descanso desde a jornada europeia basta para que o Braga se sinta confortável com a sua nulidade ofensiva e jogo negativo, jogando em sua casa como se fosse uma espécie de Gil Vicente a jogar no Dragão?

Qual a razão para não jogarem 2ª feira como os outros que estiveram 5ª feira na UEFA? Bilheteira melhor ao domingo?

Na verdade, o jogo ficou 0-0 porque esse era o resultado óbvio. O FC Porto não podia ter arriscado muito mais, e mesmo assim nem o Porto marcou no ataque nem o Braga no contra-ataque. Tivesse o Porto arriscado menos, e parece-me que o Braga estaria contente em trocar a bola à volta do círculo de meio-campo durante os 90 minutos.

O FC Porto não fez um grande jogo, mas foi a única equipa em campo a ter qualquer tipo de ambição que não envolvesse acaso. O Braga esperou por esse acaso, pela distração fatal; esperou, e nada mais. Diego, McCarthy e Ibson falharam as melhores oportunidades, e faltou inspiração para marcar. Gostei da atitude de procurar a vitória num terreno em que o empate podia não ter parecido tão mau assim à partida.

Por falar em McCarthy, não fica claro se o seu regresso já estava planeado independentemente da vaga de lesões. Não acrescentou nada à equipa, e Adriaanse podia ter guardado mais credibilidade se não o tivesse lançado nesta altura, em que fica a ideia que a necessidade pode ter falado mais alto.

Quanto ao trabalho do árbitro, pouco a dizer. Rossato deve ter confundido Ibson com Jorge Costa na 1ª parte, e lá porque o Sonkaya tem alturas em que parece um saco de batatas, também não quer dizer que qualquer toque seja falta, como à entrada da área na 2ª parte. Por outro lado, Bruno Alves pisou um adversário quando este estava no chão; não tenho certezas, mas a ser propositado, seria motivo para uma daquelas expulsões que todos os adeptos do clube esperam não ter que suportar nesta época.

- 99 - Vítor Baía [7] - Seguro na saída aos pés de um adversário no início da 2ª parte, teve só mais um par de remates para defender sem grande dificuldade. O pouco que teve para fazer, fez bem.
- 22 - Fatih Sonkaya [4] - O seu pior jogo pelo FC Porto, de longe. Pouco ágil, saiu-lhe a fava de ter os perigosos Rossato e sobretudo Jorge Luiz a descerem pelo seu flanco -- a única forma que o Braga teve de criar algum perigo. Se o árbitro decidisse que o seu ligeiro contacto sobre Rossato na 2ª parte merecia penalty, teria sido por culpa de não o ter conseguido deter quando devia. Não existiu no ataque, não apoiando Alan (que também não o ajudou a ele).
- 21 - César Peixoto [6] - Jogo bastante razoável, sem destaques ofensivos de maior nem erros defensivos; tarefa facilitada pelo pouco jogo que o Braga fez pelo seu flanco.
- 3 - Ricardo Costa [7] - * - Melhor jogador do FC Porto num jogo sem golos, não perdeu lances e foi sempre uma presença forte e segura.
- 13 - Bruno Alves [6] - Muito bem no jogo aéreo, mais fraco pelo chão e no passe longo. Falhou um corte logo no início que podia ter sido perigoso, mas de resto não comprometeu naquela que foi (finalmente) a sua merecida estreia.
- 6 - Ibson [7] - De volta às boas exibições, equilibrado entre a defesa e o ataque, foi pena não ter aproveitado a oportunidade que teve para marcar.
- 8 - Lucho González [6] - Melhor que no jogo anterior, mais seguro e consistente, mas talvez por contraste com Ibson continua a parecer-me pouco empreendedor. Um dos dois devia ter ajudado mais Sonkaya na ausência defensiva de Alan.
- 20 - Diego [7] - Começou muito bem, dois bons remates, e sem ter sido genial foi sempre o médio mais perigoso no ataque, apesar da marcação cerrada. Algumas dúvidas nas razões para ter sido substituído a 15 minutos do fim.
- 7 - Jorginho [7] - Parece que não sabe jogar mal, mas faltou concretização.
- 27 - Alan [7] - Rápido e directo, teve um bom remate que saiu ao lado após lance individual. Vai ganhando posição no plantel como jogador útil no ataque, mas devia ter apoiado mais Sonkaya na defesa.
- 9 - McCarthy [5] - Regresso controverso e pouco útil. Quase marcou, mas Paulo Santos negou-lhe o golo. Pouco em jogo.

- 7 - Quaresma [5] - Entrou com pouca inspiração, nunca tendo desequilibrado como sabe.
- 25 - Ivanildo [6] - Muito esforçado, empurrou bem a equipa na fase final pelo lado esquerdo, mas teve pouco discernimento na entrega da bola.
- 39 - Hugo Almeida [5] - Poucas oportunidades para ter impacto no jogo, foi uma presença física que, a ser lançado mais cedo, podia ter perturbado a defesa do Braga.

Nacional - Sporting, o que esperar deste jogo?

Obviamente que é humanamente quase impossível vencer todos os jogos desta Liga, mas os primeiros pontos perdidos, devem ser adiados ao máximo, se possível, para depois de garantido o Título de Campeão. É esta a premissa que deixo para este jogo. Este é só mais um jogo, mas um jogo no qual há que concretizar mais uma vitória, que não importa se categórica, ou não, terá de ser mais uma vitória. O meu Onze Titular: Nelson; Rogério, Polga, Tonel, Tello; João Moutinho, Luís Loureiro, João Alves; Doula, Liedson, Wender.

Benfica 4 - 0 Leiria

Deste jogo, apenas observei o resumo. Na minha opinião, foi um "jogo de aflitos". Parece-me que o Benfica deparou-se, no seu Estádio, com uma equipa psicologicamente debilitada, receosa com a possibilidade de mais uma jornada sem pontuar. "Sem adversário", pode-se dizer que este jogo veio "a calhar" para recuperar psicologicamente equipa e porque não dizê-lo, dirigentes e adeptos. O resultado, no entanto, não me parece reflectir a verdadeira superioridade duma equipa sobre a outra, que a meu ver, não é tão evidente.

Braga 0 - 0 Porto

Observei a segunda metade do jogo. São equipas com algum potencial, no entanto, confesso alguma decepção nomeadamente em relação à capacidade concretizadora de ambas. O plantel do Futebol Clube do Porto continua, apesar de parecer-me forte e com potencial, novamente com problemas para se afirmar perante as outras equipas deste campeonato. A sua personalidade, é a mesma que sempre vi em equipas deste clube nortenho, uma personalidade aguerrida. O resultado pareceu-me justo tendo em conta que, em momento algum, uma equipa superiorizou-se à outra. As semanas que se seguem serão interessantes de observar, no sentido de perceber o que pode o F.C.Porto fazer nesta época.

sexta-feira, setembro 16, 2005

Um Pequeno Balanço da "Época dos Três"

O Sporting fez, durante a pré-época, uma gestão do plantel relativamente bem conseguida, tendo em conta a fraca disponibilidade financeira. A época do Sporting começou de forma desastrosa com a perda duma considerável quantia de dinheiro, devido à inacreditável exclusão da UEFA Champions League. Isto numa equipa com as aspirações que esta tem, foi decepcionante, ainda para mais, perante uma equipa teoricamente inferior. A Liga Nacional tem corrido dentro da normalidade, sem exibições "de encher o olho", mas com a concretização de vitórias. Na UEFA Cup, a primeira mão da primeira eliminatória a que o Sporting foi obrigado a disputar, correu igualmente de forma normal, com um Sporting em gestão de esforço.
Em relação ao Futebol Clube do Porto, teve um início de Liga Nacional com os resultados naturais de quem possui um bom plantel. A primeira jornada da UEFA Champions League parece-me apenas um acidente de percurso, fruto dalgum excesso de confiança perante o Glasgow Rangers. Espera-se uma boa reacção por parte desta equipa nas semanas que se seguem.
O Benfica teve o início que se esperava na Liga Nacional, tendo em conta as limitações da sua equipa. Ainda assim conseguiu uma inesperada vitória na primeira jornada da UEFA Champions League, o que não deixa de ser louvável e muito bem-vindo.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Glasgow Rangers, 3 - FC Porto, 2

:: CROMO REPETIDO :: Uma Pessoa Não Se Pode Distrair e É Logo Isto...

Infelizmente apenas pude ver uma pequena parte do jogo, pelo que os meus comentários serão breves.

Os únicos lances relevantes que vi foram o primeiro e último golo dos escoceses (este já com o FC Porto reduzido a 10 por lesão de Sokota), tendo sido ambos na minha opinião muito mal concedidos pela defesa do FC Porto.

Não vi, portanto, qualquer dos golos do FC Porto (curiosamente obtidos por Pepe), nem o segundo golo dos escoceses (supostamente precedido de falta sobre Baía).

Com os dois golos do estreante Pepe, dificilmente se pode dizer que Adriaanse tenha apostado mal nele; mas colocá-lo a defesa direito perante Lovenkrands parece-me uma aberração táctica.

De lamentar a lesão ainda na 1ª parte de Pedro Emanuel, que deve ter feito (e continuará a fazer) muita falta à coesão defensiva do FC Porto. O regresso de Jorge Costa para manter essa mesma coesão e organização defensiva deverá agora ser equacionado por Adriaanse.

O mesmo já não direi de McCarthy, que me parece óbvio que tenha provocado a situação que levou ao seu actual castigo interno por querer deixar o clube. Mesmo com Postiga, Sokota e Bruno Moraes lesionados, seja Hugo Almeida titular frente ao Braga, ou jogue Lisandro López no centro com Quaresma de início.

Quanto a contas de apuramento, embora ainda seja cedo, a minha opinião é que o grupo será bastante dividido. Digo isto tendo em conta a magra vitória do Inter em casa do Artmedia por 1-0, e também por não acreditar que os Rangers venham a fazer uma qualificação impecável. O FC Porto terá obrigatóriamente que vencer em casa o Rangers, não perder pontos frente ao Artmedia, e pontuar pelo menos uma vez frente ao Inter. Mas neste momento o importante é recuperar para o difícil jogo em Braga.

segunda-feira, setembro 12, 2005

FC Porto, 3 - Rio Ave, 0

:: CROMO REPETIDO :: Recompensa Justa Perto do Final

3-0, muito ataque, um grande golo -- parece impossível não ficar totalmente satisfeito. E no entanto, tenho algumas reservas.

Por um lado, é evidente a melhoria em relação à época passada. O FC Porto atacou muito, e o contra-ataque do perigoso Rio Ave acabou por durar relativamente pouco. Mas é preciso não esquecer que sem o guarda-redes do Rio Ave ter tido que fazer um grande número de defesas difíceis (a maior parte do trabalho que teve foi em cantos), o primeiro golo só surgiu a 7 minutos do fim.

Ibson mostrou dificuldades defensivas, Sokota foi um ponta-de-lança trabalhador mas lento e ineficaz, e Lucho González continua a desiludir.

Mas não tendo ficado totalmente satisfeito, não significa que não me agradem estes progressos. Não deixa de ser verdade que Jorginho e Lisandro López mostram qualidade e vontade, Diego está a crescer cada vez mais, e três golos dos três suplentes indicam que há bastante qualidade no plantel. Houve melhor transporte de bola para o ataque do que no primeiro jogo em casa. E já mencionei que o FC Porto atacou muito e de forma planeada sem sofrer golos por causa disso? E já agora, nenhum cartão amarelo, nem faltas em excesso, nem reclamações exageradas. No total, gostei; mas 3-0 faz entender facilidades que não existiram.

Finalmente, referência para o grande golo de Quaresma que decidiu o jogo, com a parte exterior do pé direito e de bem longe, descaído sobre a ala direita.

Relativamente ao árbitro Elmano Santos, teve três lances na área do Rio Ave para decidir, tendo sempre optado por deixar jogar. No primeiro lance, penso que existe falta para penalty de Idalécio sobre Diego -- o jogo perigoso de Idalécio no momento do remate de Diego não deveria dar apenas lugar a livre indirecto (e nem isso foi marcado), uma vez que existe contacto. Em contrapartida, o cartão amarelo mostrado a Hugo Almeida na 2ª parte por simulação pareceu-me perfeitamente correcto. A queda de Sokota na área pouco depois não deu direito a repetição, mas à primeira vista também não me pareceu haver falta.

- 99 - Vítor Baía [7] - Boa exibição, mesmo sem muito trabalho. Uma boa defesa e uma má reposição de bola para César Peixoto. Seguro nos cruzamentos e bastante atento.
- 22 - Fatih Sonkaya [7] - Não é nenhum Sérgio Conceição a cruzar, mas não errou na defesa e cortou muito bem um contra-ataque difícil em 1-contra-1.
- 21 - César Peixoto [6] - Não esteve mal, mas não desequilibrou tanto como se desejaria, até porque teve que estar atento ao contra-ataque do Rio Ave. Continua a parecer uma boa opção para jogos em casa.
- 3 - Ricardo Costa [6] - Exibição correcta mas sem destaque; algumas dificuldades por vezes, mas não sofrer golos é sempre positivo.
- 4 - Pedro Emanuel [6] - Semelhante ao seu companheiro de sector.
- 6 - Ibson [6] - Tanto o elogiei na semana passada, que passou bastante ao lado do jogo até ser substituído. Não esteve mal com a bola nos pés, mas teve alguma dificuldade na defesa.
- 8 - Lucho González [5] - Continua lento, com um atraso difícil de acreditar para Baía, e falhou um golo fácil de canto perto do fim da 1ª parte.
- 20 - Diego [7] - Em boa forma e a crescer, fez um bom trabalho sem chegar a ser genial.
- 7 - Jorginho [7] - 1 assistência - Mais em foco na 1ª parte do que na 2ª, perigoso nos lances de bola parada e sempre com iniciativa. Cruzou bem para o 3-0.
- 11 - Lisandro López [6] - Mais vontade do que outra coisa, embora já tenha mostrado qualidade.
- 19 - Tomislav Sokota [5] - Mostrou empenho, mas está lento e perro. Teve mais azar do que culpa no lance em que seguia isolado e permitiu o corte ao defesa quando já tinha o remate armado.

- 27 - Alan [8] - 1 golo - 1 assistência - Conseguiu um bom cruzamento que Hugo Almeida atirou por cima e um bom golo em trabalho individual que colocou o resultado em 2-0. Mostrou empenho e velocidade mas também alguma tendência para se agarrar à bola. Terá sido dele a variação de flanco que fez a bola chegar a Quaresma para o 1-0.
- 39 - Hugo Almeida [7] - 1 golo - Boa concretização de cabeça para o 3-0, segundo golo em dois jogos.
- 7 - Quaresma [9] - 1 golo - * - Que dizer de um jogador lançado a 10 minutos do fim que resolve um jogo com um golo como este? Talvez o melhor golo do ano, logo à 3ª jornada.

domingo, setembro 11, 2005

SCP 2 - 1 SLB

Há uns dias escrevi que já via o Benfica a 8 pontos de distância, o jogo de ontem validou a profecia.

O Sporting Iniciou a partida com a equipa previsível, talvez Peseiro pudesse ter colocado Wender no lugar de Sá Pinto para dar maior profundidade e lateralização ao ataque, mas preferiu segurar o meio campo, tendo Sá Pinto jogado ao lado de Moutinho.
A 1ª parte foi particularmente fraca, tendo valido pelo golo de Luís Loureiro.
A exibição do trinco agradou-me particularmente, bem como a de Tonel, bastante seguro e com a assistência para o 1º golo. Tb Tello, além de ter feito menos passes errados, contribuiu com um excelente cruzamento para o 2º golo. Deivid continua a não mostrar nada!
A Expulsão de Ricardo Rocha pareceu-me acertada, foi uma entrada sem qualquer intenção de jogar a bola e as regras são claras. Contra a corrente do jogo o Benfica empatou de livre e graças e um ressalto da bola na barreira. No entanto, notava-se que o Sporting estava na mó de cima e o 2º (grande!) golo de Liedson, que mais uma vez resolveu, acabou por surgir. Estranhamente, mas não anormalmente (já vimos este filme noutras alturas), houve uma retracção da equipa que deixou de pressionar, e foi mesmo com 10 que o Benfica conseguiu criar algum perigo, coisa que não tinha acontecido em nenhum outro período do jogo.

quinta-feira, setembro 01, 2005

18 a 31 Agosto

As férias não deixam muito espaço para o futebol.

Muita coisa aconteceu desde a última vez que aqui deixei uma posta. O Campeonato começou, o Sporting foi eliminado da Liga dos Campeões e o mercado agitou-se.

Apenas vi o 1º jogo do campeonato, Sporting x Belenenses, e por alto. Não me pareceu um grande jogo mas valeu pela vitória.
Fiquei bastante desapontado com a eliminação da CL, penso que na 1ª mão fizemos um jogo bastante bom, tivemos diversas oportunidades mas falhamos no mais importante. Não vi o jogo da 2ª mão, houve um Cromo Repetido que me enviou uma SMS com a triste notícia. Tomei conhecimento que o Ricardo cometeu mais 1 frango e suponho que isso tenha levado ao seu afastamento do jogo com o Marítimo.
Já fracassamos no primeiro e mais importante objectivo da época, bom começo :-\
Só soube na 2ª feira que tínhamos ido ganhar à Madeira, o Liedson voltou aos golos, é bom. Bom também é o facto do Benfica ter perdido em casa 0-2 com o Gil Vicente, 2 jogos 1 ponto 0 golos marcados. O Próximo SCP x SLB promete, já os vejo a 8 pontos de distância.

Rochemback sai, Wender e João Alves entram.
O saldo resultante parece-me positivo, o Rochemback era um jogador bastante importante na equipa mas não era muito consistente, não sei se o João Alves irá pegar de estaca mas acho que ele tem muito potencial e é muito inteligente a jogar. O Wender é um jogador para uma posição deficitária no plantel mas tenho mais reservas quanto à sua utilidade. Apesar de o considerar um bom jogador também não me parece que seja muito constante, mas espero estar enganado.