terça-feira, novembro 29, 2005

Gil Vicente, 0 - FC Porto, 1

:: Cromo Repetido :: Pouco a Dizer

O FC Porto voltou após longa ausência ao 1º lugar da liga, em parceria com o Nacional, ultrapassando assim o Sp. Braga. Fica a dever-se este regresso a um golo marcado aos 27 segundos de jogo, que estabeleceu o resultado final de um encontro feio, disputado em terreno alagado.

O Porto entrou a ganhar, com Quaresma a cruzar para o cabeceamento de Lucho González. Teve na segunda parte uma boa ocasião por Quaresma em contra-ataque, mas de resto produziu muito pouco. Do outro lado, um limitado Gil Vicente fez os possíveis, tendo tido um par de oportunidades perto do fim.

Adriaanse quase não mexeu na equipa que empatou em casa com os Rangers, trocando apenas Diego por Ibson -- troca que desfez ao intervalo.

Do árbitro António Costa, o Gil Vicente queixar-se-á de um penalty que ficou por assinalar por falta de César Peixoto, enquanto o FC Porto poderá ter queixas no critério disciplinar.

- 99 - Vítor Baía [6] - Essencialmente um jogo tranquilo, com um par de sustos perto do fim.
- 12 - Bosingwa [6] - Cumpriu.
- 21 - César Peixoto [5] - Alguns bons cortes, mas teve sorte em não lhe ter sido marcado penalty. Pareceu estar em quebra física.
- 14 - Pepe [7] - Algumas boas intercepções numa exibição interessante de um jogador que surpreendentemente vai mantendo o lugar.
- 4 - Pedro Emanuel [6] - Cumpriu.
- 18 - Paulo Assunção [6] - Ganhou bolas, mas também teve um mau corte que resultou numa das duas ocasiões do Gil Vicente.
- 6 - Ibson [6] - Meio jogo em que não se destacou pela positiva ou negativa.
- 8 - Lucho González [7] - 1 golo - * - Prémio de melhor jogador da equipa pelo golo e pelo trabalho que colocou em campo apesar do excesso de jogos e viagens a que tem sido sujeito.
- 7 - Quaresma [7] - 1 assistência - Voltou a ser quem mais desequilibrou, mesmo em exibição desinspirada da equipa e terreno complicado. Podia ter feito o 0-2 depois de boa jogada individual.
- 17 - Jorginho [6] - Voltou a render pouco, mas esteve empenhado.
- 11 - Lisandro López [7] - Não esteve brihante, mas trabalhou sempre para a equipa e salvou um golo num canto perto do fim do jogo.

- 20 - Diego [6] - Alguns bons passes após ter entrado ao intervalo, mas rapidamente se começou a ressentir do mau estado do relvado.
- 27 - Alan [-] - Entrou perto do fim.
- 39 - Hugo Almeida [-] - Entrou a instantes do final.

domingo, novembro 27, 2005

Antevisão do Sporting - Guimarães

Depois do jogo em Penafiel, o adversário é o Guimarães. Equipa no fundo da tabela à semelhança do primeiro. O Guimarães tem um registo fora, a contar para a Liga deste ano, de quatro derrotas e apenas uma vitória. Sinceramente, neste momento, não existe espaço para falhar. A exibição não é importante, no final, só ficam para a história os 3 pontos que poderão ser somados ou não.

Paulo Bento - O PATRÃO

Ao chegar à 12ª Jornada da Liga Nacional, Paulo Bento afirma-se hoje e cada vez mais como um verdadeiro líder. Os jogadores que percebam que na pirâmide hierárquica, são a base, o seu superior directo é precisamente o treinador. Paulo Bento é "O PATRÃO" desta equipa.

quinta-feira, novembro 24, 2005

FC Porto, 1 - Glasgow Rangers, 1

:: Cromo Repetido :: Rangers Bloody Rangers

Adriaanse muda a equipa que tinha ganho os dois últimos jogos, trocando Hugo Almeida e Ibson por Jorginho e Diego. Não quis combater as torres do centro da defesa dos Rangers, mas Jorginho e Diego estiveram tão fracos que só com a entrada de Hugo Almeida ao intervalo as coisas melhoraram. Antes disso, apenas uma grande ocasião falhada por pouco por Lisandro López.

O problema foi que com a primeira parte desperdiçada por um Porto inoperante perante uns Rangers ultra-defensivos, Adriaanse sentiu-se obrigado a tirar Pedro Emanuel para poder finalmente lançar Almeida ao intervalo. Porque não tirar antes César Peixoto? O certo é que o Porto melhorou, encostou os Rangers às cordas, e marcou finalmente num bom cabeceamento de Lisandro pouco antes do meio da segunda parte.

Adriaanse tirou então Diego para lançar Bruno Alves e repor o quarteto defensivo. (Teria sido preferível colocar Ricardo Costa a lateral esquerdo se tivesse tirado Peixoto ao intervalo.) O problema é que deixou Jorginho em campo quando o devia ter trocado logo por Ibson. Mesmo assim, há que dizer que quando arriscou marcou, e depois tentou logicamente voltar à forma inicial mais segura -- alguns equívocos de jogadores pelo meio, mas não acho que o empate seja culpa do treinador.

O empate foi culpa, claro, de uma única falha defensiva, e do adversário. Os Rangers de ontem desfaziam muitos mitos sobre equipas britânicas: que jogam rápido, ao ataque, dão espectáculo, não fazem anti-jogo... enfim. Remataram duas vezes em todo o jogo: uma para fora, outra para o golo do empate a poucos minutos do fim, obtido por um dos vários jogadores de segunda linha que tiveram de apresentar.

O Porto ainda atirou uma bola ao poste depois disso, mas este ano na Liga dos Campeões parece que não vale mesmo a pena. Adriaanse ainda acumulou críticas por não lançar McCarthy no final quando ainda tinha uma substituição por fazer.

Feitas as contas, o Porto precisa de ir ganhar ao Artmedia para ir à Taça UEFA -- que até pode abrir novos horizontes de uma boa época europeia se a equipa se motivar para isso, mesmo que sempre à sombra desta mais do que provável e surpreendente eliminação. A menos que o Artmedia ganhe, os Rangers só precisam de um empate em casa, enquanto o Inter já está apurado; não é difícil fazer previsões sobre o resultado desse jogo, pelo que neste caso os terceiros de que o Porto depende não devem ter vida difícil.

segunda-feira, novembro 21, 2005

Penafiel, 0 - Sporting, 1

Este jogo pode resumir-se ao resultado, no fundo, aquilo que realmente fica para a história e que realmente é positivo para os verde e brancos. Com isto o Sporting conseguiu manter-se a 6 pontos do líder Braga. Aproxima-se mais uma jornada, na qual não é permitido perder. Três ainda são os adversários acima na tabela classificativa. Muito trabalho há para fazer na Academia por forma a potenciar todo o valor daqueles jogadores.

FC Porto, 5 - Académica, 1

:: Cromo Repetido :: Siga la Vaca

Quatro golos de argentinos e um de César Peixoto que não passou totalmente a linha de golo: eis o resumo breve de um jogo totalmente dominado pelo FC Porto em vésperas da recepção ao Glasgow Rangers.

Com Quaresma e Hugo Almeida no onze apesar do desgaste sofrido na selecção de sub-21 (Meireles ficou de fora), Adriaanse lançou Lisandro López ao lado de Almeida. Jorginho ficava no banco, Lucho González encostava-se mais ao flanco direito, e a equipa jogava num 4-4-2 em lugar do 4-3-3 anterior, com Paulo Assunção e Ibson no centro.

Aos 20 minutos já Lucho tinha concretizado após bom trabalho de Quaresma e Lisandro tinha ampliado a cruzamento de Bosingwa. O Porto terminou a primeira parte em poupança e começou a segunda parte de forma semelhante. Mesmo assim, a Académica pouco incomodava.

Depois veio o tal golo de César Peixoto, em remate de pé direito(!) de fora da área. A bola não passa totalmente a linha de golo, e o árbitro assistente dá golo -- talvez influenciado pelos últimos lances recentemente registados em que os assistentes são criticados por não validarem golos que devia ter existido?

O certo é que se até aí a Académica pouco fazia, a partir daí praticamente desistiu. Lisandro voltou a marcar após defesa incompleta de Pedro Roma a remate de Jorginho, e Lucho aproveitou uma reposição longa de Baía para fazer um belo chapéu e fechar a contagem portista em tempo de descontos. Bola ao centro, grande remate de Marcel a meio do meio campo, e 5-1 já depois da hora.

Pelo meio, Diego regressou à equipa a meio da segunda parte, com direito a uma recepção de ídolo e música nova com o seu nome.

Uma nota para a hipocrisia habitual de muitos treinadores, com Nelo Vingada a queixar-se que o árbitro desequilibrou um jogo até aí equilibrado e com resultado imprevisível. Segundo Vingada, isto deveu-se a Carlos Xistra validar mal o 3-0 (sim: 3. 0.) e ao não assinalar uma mão na bola fora(!) da área do Porto. Faz lembrar alguém que perdeu 15-0 mas culpa o árbitro pela derrota, porque o 14º golo até era fora de jogo. A hipocrisia que referi vem do conveniente esquecimento por parte de Vingada de que o jogador Lira, da sua equipa, deveria ter visto o segundo cartão amarelo ainda antes do intervalo. O árbitro Carlos Xistra viu a falta, viu que era para cartão, mas não quis cumprir a lei.

- 99 - Vítor Baía [6] - 1 assistência - Não pareceu acreditar na bomba de Marcel perto do fim, apesar de o mesmo jogador ter sido responsável pelo único lance perigoso da Académica em todo o jogo, num remate à barra da linha de fundo(!). De resto, sem trabalho.
- 12 - Bosingwa [7] - 1 assistência - Não é todos os dias que um cruzamento dele dá golo, e de resto teve uma exibição segura.
- 21 - César Peixoto [8] - 1 golo - Já estava a ser dos melhores a subir pelo seu flanco e entregar jogo na área, ainda marcou o tal golo fantasma -- que em todo o caso foi um grande remate.
- 14 - Pepe [7] - Novamente mais vistoso do que Pedro Emanuel, apesar da presença deste ser provavelmente mais importante.
- 4 - Pedro Emanuel [6] - Mal batido num lance na linha de fundo, de resto exibição mediana.
- 18 - Paulo Assunção [7] - Muitas recuperações a ajudarem a pressão alta do meio-campo portista que dominou a Académica.
- 6 - Ibson [7] - Formou uma boa dupla com Paulo Assunção, subindo melhor do que ele e recuperando também muito jogo.
- 8 - Lucho González [8] - 2 golos - Até nem estava a ter um jogo muito vistoso, mas facturou por duas vezes.
- 7 - Quaresma [8] - 1 assistência - * - Fez a assistência que abriu caminho, e mesmo sem ter marcado foi quem mais classe mostrou em campo.
- 11 - Lisandro López [8] - 2 golos - Vontade e eficácia.
- 39 - Hugo Almeida [5] - Trabalhou, mas não esteve feliz. Num cruzamento de Peixoto tentou uma finalização escusadamente acrobática onde voltou a manifestar demasiada dependência do pé esquerdo.

- 17 - Jorginho [6] - Entrada positiva, mesmo sem grande destaque.
- 20 - Diego [7] - Muito saudado, o brasileiro começou logo com um grande passe. Fez ainda um drible fantástico na linha de fundo, mas por vezes pareceu mais preocupado em mostrar o talento que já todos conhecem do que em jogar objectivamente.
- 27 - Alan [5] - Entrada discreta para os 20 minutos finais.

domingo, novembro 20, 2005

Antevisão do Penafiel - Sporting

O Sporting desloca-se hoje a Penafiel para defrontar o último classificado da Liga Nacional com 6 pontos em 10 jogos. No seu terreno, o Penafiel fez até agora 5 jogos, dos quais saíu sempre derrotado com excepção dum jogo do qual saíu vitorioso. Perante este adversário, apenas um resultado se admite dum "Canditado ao Título". Todos sabemos qual é... Esperemos para ver o que acontece.

Braga, 3 - Benfica, 2

Jogo que resume aquilo que todos já sabemos. O Braga afirma-se cada vez mais como uma equipa extremamente personalizada e de carácter forte. Um verdadeiro candidato ao Título de Campeão. O Benfica, apesar de com uma equipa aparentemente melhor que a do ano passado, não mostra em campo argumentos suficientemente fortes.

Real Madrid, 0 - Barcelona, 3

Grande jogo disputado ontem na capital espanhola!
Contra uma equipa madrilena cada vez menos galáctica, o Barcelona dominou por completo toda a partida, levando mesmo muitos adeptos de Madrid a aplaudir o adversário.
Três golos de grande beleza e excelente execução técnica ficam para a história. O Barcelona com uma equipa de excelentes executantes, mas acima de tudo, com Equipa, dominou todo o jogo do princípio ao fim. O jogo nunca teve momentos mornos. Num ritmo constante, sempre determinado pela equipa visitante, este foi, para qualquer adepto de futebol, um jogo muito agradável de se assistir.
Quanto ao Real Madrid, algo anda mal. Mostrou-se uma equipa completamente inofensiva e sem chama.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Paços de Ferreira, 0 - FC Porto, 1

:: Cromo Repetido :: Quaresma e Trabalho

A forma mais fácil de perder pontos em casa de equipas "pequenas" é trabalhar menos do que elas a meio-campo. Perde-se iniciativa, abre-se espaço ao contra-ataque, e os resultados são rotulados de "surpreendentes". O FC Porto desta vez não caiu nesse erro, tendo produzido uma exibição esforçada a meio-campo, marcando um golo depois de um início dominador, e tapando bem o contra-ataque pelos flancos que é o forte da equipa adversária.

Adriaanse mexeu de forma positiva na equipa após a derrota em Milão, trocando o até aqui bem regular Marek Cech por César Peixoto, substituindo o irregular Alan por um Lisandro López regressado de lesão, e deixando finalmente no banco um Jorginho em baixo de forma por troca com um Ibson muito útil a meio-campo. Se a primeira alteração se prenderá mais com a rotatividade do plantel, as outras duas foram claramente benéficas ao rendimento da equipa.

Começou bem o Porto, culminando essa fase inicial forte com um belo golo do excelente Quaresma, em remate rasteiro de primeira à entrada da área após passe atrasado de Ibson. O brasileiro e Lucho González cobriam bem o terreno de meio-campo à frente do mais defensivo Paulo Assunção, e com os laterais a subirem pouco para prevenir o contra-ataque pelos flancos, o Paços de Ferreira não criava perigo.

O único susto para o FC Porto em praticamente todo o jogo viria a ser causado por um escorregão de Pepe a meio-campo, permitindo um contra-ataque desperdiçado pelo Paços. No lance, as numerosas repetições revelam haver bola na mão dentro da área defensiva do Porto, que mesmo eventualmente sem ser intencional deveria ter originado grande penalidade.

Se o Paços se queixou desse lance, o FC Porto teria razões de queixa mais à frente: a meio da segunda parte, Ibson assiste Hugo Almeida para um golo fácil, anulado por fora de jogo muito mal assinalado. Tanto um como outro lance foram suficientemente rápidos para não serem erros grosseiros da equipa de arbitragem, mas são em todo o caso erros.

Até final, apenas uma má reposição de bola em jogo do até então seguríssimo e pouco ocupado Baía podia ter causado perigo. O Porto soube controlar bem os argumentos do Paços e conseguiu 3 pontos num tipo de jogo onde muitas vezes se concedem empates ou mesmo derrotas.

- 99 - Vítor Baía [7] - Pouco trabalho, mas sempre muito seguro. Poderia ter uma nota mais baixa por uma má reposição em jogo perto do fim, mas merece um desconto pelo relvado escorregadio.
- 12 - Bosingwa [6] - Não subiu muito, mas mesmo assim agarrou-se bastante à bola, com resultados diversos. Uma exibição positiva no global.
- 21 - César Peixoto [6] - Neste regresso pareceu um jogador diferente, mais preocupado em não cometer erros na defesa do que em apoiar o ataque.
- 4 - Pedro Emanuel [6] - Esteve bem, sem ter sido muito testado.
- 14 - Pepe [7] - Exibição mais vistosa do que a do seu colega do centro da defesa, e bastante positiva apesar de uma infelicidade sua ter oferecido ao Paços a sua melhor (única?) oportunidade de golo.
- 18 - Paulo Assunção [7] - Previsivelmente útil na luta a meio-campo que se esperava neste jogo, luta essa que o FC Porto venceu e que muito ajudou a garantir este resultado.
- 8 - Lucho González [7] - Subiu de produção quando era preciso, na segunda parte, aparecendo a cobrir bastante área de terreno e com bom critério de abordagem aos lances.
- 6 - Ibson [7] - 1 assistência - Além do passe para um golo, fez outro passe para o golo mal anulado a Hugo Almeida. Tal como Lucho, trabalhou bem no meio-campo à frente de Assunção.
- 7 - Quaresma [8] - 1 golo - * - Fez um belo golo, um bom passe para a desmarcação de Lisandro, driblou a equipa toda do Paços pelo menos duas vezes, e ainda apareceu a ajudar na defesa. É claramente o jogador mais valioso e (imagine-se!) consistente da equipa nesta altura.
- 11 - Lisandro López [6] - Jogador esforçado mas não sobredotado, tipo Derlei, sabe aparecer no espaço e criar oportunidades para concretizar, mas não esteve especialmente bem.
- 39 - Hugo Almeida [6] - Tem a vantagem de, mesmo quando não joga muito bem, ser sempre útil a ganhar lances aéreos. Marcou um golo fácil que lhe foi mal anulado.

- 17 - Jorginho [5] - O primeiro suplente lançado por Adriaanse, Jorginho entrou mal no jogo.
- 27 - Alan [-] - Entrou a 5 minutos do fim e apenas teve um lance de contra-ataque com um cruzamento mal medido que quase dava golo acidental.
- 16 - Raul Meireles [-] - Entrou em tempo de compensação, tendo feito uma falta com direito a cartão amarelo e livre perigoso... mesmo assim é pouco tempo para dar uma nota.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Inter, 2 - FC Porto, 1

:: Cromo Repetido :: Faltou Contra-Ataque

Entre líder do grupo a 15 minutos do final e último classificado após os 90 minutos, o FC Porto esteve perto de vencer em Milão e acabou por perder. Salva-se o novo empate no outro jogo do grupo, que deixa o Porto a depender só de si mesmo apesar de ter somado a 3ª derrota em 4 jogos na Liga dos Campeões este ano.

O Porto manteve o jogo equilibrado e repartido até meio da primeira parte, altura em que Hugo Almeida tem um remate fabuloso em força ao ângulo num livre directo de muito longe. Apanhando-se a vencer, o Porto tentou controlar o jogo, mas no final da primeira parte estava a ser encostado pelo Inter. Tanto nesta fase como na segunda parte, ficou sempre a ideia que um contra-ataque mais inspirado e que não fosse só Quaresma poderia ter dilacerado a defesa do Inter.

Em face da pressão italiana, Adriaanse lançou um segundo médio defensivo, Raul Meireles, para o lugar do inexistente Alan. Mais tarde viria a tirar Paulo Assunção para dar mais altura à equipa com Bruno Alves. Adriaanse, antes criticado por ser demasiado ofensivo, será agora certamente criticado por ser demasiado defensivo; mas o certo é que tinha uma vantagem para defender, o contra-ataque nunca tinha saído em condições e com as alterações libertava mais jogadores como Quaresma e Lucho González das suas obrigações defensivas. Jorginho é que decididamente não é Diego, mas isso Adriaanse tarda em perceber.

O resultado acabou por ser condicionado pelo azar de Pedro Emanuel, que depois de uma boa exibição acabou por cometer penalty a 15 minutos do fim quando tentava aliviar uma bola e um adversário se conseguiu atravessar no caminho. Baía, autor de outra excelente exibição, ainda salvou com uma grande defesa um livre ao ângulo; mas pouco depois o Porto sofreria o segundo golo na sequência de mais um canto. Poderá dizer-se que o Porto recuou, mas a menos que Lisandro estivesse mesmo em condições ou o treinador lançasse Diego, não vejo o erro das alterações tácticas.

O Porto jogará agora dois encontros que, a menos que haja alguma combinação benéfica de resultados, terá que ganhar. Ainda está ao alcance o apuramento, mas não poderá haver desatenções nem azar.