segunda-feira, janeiro 30, 2006

Rio Ave, 0 - FC Porto, 0

:: Cromo Repetido :: Porto Não Aproveitou Oportunidade

Com o Sporting a ajudar ao ganhar em casa do Benfica, o FC Porto perdeu uma boa chance de se afastar mais no comando do campeonato ao não fazer melhor do que um empate a zero no terreno do Rio Ave.

Privado de Ricardo Costa e Lucho González por lesão, Adriaanse voltou a apostar num esquema de três defesas. Desta vez, no lugar do 3-5-2 que mais parecia um 3-3-4 que funcionou mal contra a Naval, o esquema táctico foi um 3-4-3 mais equilibrado, com Paulo Assunção (capitão de equipa, quem diria!) a viajar entre central e trinco. Vitor Baía e Pedro Emanuel continuaram de fora, com Bosingwa a lateral direito, Raul Meireles no meio-campo, e Ibson a substituir Lucho. No ataque, Adriano, Lisandro e Quaresma.

O jogo teve uma história simples. Sem grandes casos de arbitragem, o Porto dominou totalmente a nível territorial e de posse de bola, perante um Rio Ave sem outra ambição para além do nulo. Triunfou nesse aspecto a equipa da casa, visto que o Porto teve a atitude certa mas não a inspiração (ou sorte, como frente à Naval) necessária para obter os três pontos.

Mesmo com o jovem Ivanildo a entrar ao intervalo e a mexer bastante no jogo, Quaresma pareceu cansado (foi um de vários jogadores do Porto a marcar presença durante a semana nesse estranho fenómeno que é a selecção B de Portugal), Diego e Lisandro não estiveram inspirados e Adriano continua a não parecer jogador para o FC Porto.

Uma nota final para António Sousa, treinador do Rio Ave: aquela equipa de Carlos Brito que goleou o Sporting há não muito tempo já parece uma memória distante, substituída por um grupo de jogadores para quem passar do meio-campo foi sempre uma aventura nada apetecível.

- 1 - Helton [7] - Pouco mais fez do que frente à Naval, mas não teve problemas quando foi chamado a intervir.
- 12 - Bosingwa [6] - Teve boas subidas pelo seu flanco e não comprometeu a defender, mas precisa de melhorar o critério de passe.
- 35 - Marek Cech [6] - O critério de passe que falta a Bosingwa ele tem, mas esteve mais amarrado pelo sistema táctico do que parece ideal para as suas características de lateral ofensivo.
- 14 - Pepe [7] - Continua quase sozinho a fazer o centro da defesa praticamente sem falhas, embora novamente perante um adversário quase inexistente no ataque.
- 18 - Paulo Assunção [7] - Recuperou bolas no meio-campo e ajudou na defesa, com um sentido táctico apurado.
- 16 - Raul Meireles [6] - Não esteve mal, mas nota-se que precisaria de jogos para se integrar melhor, e assim dificilmente os vai ter.
- 6 - Ibson [6] - Discreto durante os 45 minutos que jogou, Ibson pareceu ressentir-se da sua pouca utilização nos últimos tempos; é capaz de muito melhor e já o mostrou.
- 20 - Diego [6] - Anda em baixo de forma, e apesar do empenho as coisas não lhe estão a sair bem.
- 7 - Quaresma [7] - Um bom remate no início, tal como contra a Naval, foi o prenúncio de uma exibição em que teve grande parte dos melhores lances da equipa no primeiro tempo -- mas isso não é dizer muito e o cansaço na segunda parte não ajudou, parcialmente devido à estranha utilização na selecção B em plena época.
- 11 - Lisandro López [4] - Muito fraco e pouco inspirado, o argentino foi dos que mais piorou desde as férias.
- 28 - Adriano [5] - Ligeiramente melhor do que frente à Naval, mas continua sem convencer.

- 25 - Ivanildo [8] - * - Entrou ao intervalo e foi de longe o melhor jogador da equipa, com constantes investidas pelo lado esquerdo a mostrarem muita qualidade.
- 39 - Hugo Almeida [5] - Em baixo de forma, falhou um cabeceamento acessível após bom trabalho de Ivanildo.
- 27 - Alan [4] - Praticamente o único lance em que participou foi uma boa ocasião de golo perto do fim, devidamente desperdiçada com um mau remate; o que teria Quaresma feito naquela situaçao?

domingo, janeiro 29, 2006

Assalto à catedral

O Benfica-Sporting de ontem foi um dos derbies mais interessantes de sempre. Por várias razões. Primeiro, já há muitos anos que não havia um favoritismo tão claro de uma equipa num jogo destes. Um Benfica em maré de vitórias (sete consecutivas) e muito reforçado no mercado de Janeiro frente a um Sporting bastante irregular e com menos reforços (e menos sonantes que os do seu rival). Depois, os encarnados (ainda) estão coroados como campeões nacionais, enquanto os verde-e-brancos, nos últimos tempos, têm ficado famosos por falharem nos momentos decisivos. Eu próprio tinha apostado num resultado de 3-1, mas para os donos da casa, tal era a diferença de estatuto entre as equipas.

As equipas iniciais forneceram logo um dado interessante, que eu não vi referido por ninguém. O Benfica apresentou-se com oito brasileiros e três portugueses (se considerarmos Nélson como português e não caboverdiano) e o Sporting com oito portugueses e três brasileiros. Não sei dizer se isso teve influência no desenrolar do jogo, mas a verdade é que foi dos derbies mais desequilibrados a que assisti. Mais até que os dos 7-1 ou 3-6. E nem se pode dizer que o encontro teve duas partes distintas, como acontece por vezes. Não, este jogo teve duas partes iguais, excepto no marcador. Tirando o golo, o Benfica não teve mais oportunidades de golo, como reconheceu Koeman. O Sporting teve quase duas mãos cheias delas. Além dos três golos, um remate ao lado de Liedson, uma bola ao poste de Carlos Martins, um falhanço de baliza aberta de Deivid, uma grande defesa de Moretto a remate de Sá Pinto, um “passe” para Moretto por um isolado Tonel. Podia ter sido um resultado histórico!

Liedson foi, claro, a figura do jogo. Dois belos golos e um penalty ganho expressam a categoria da exibição do levezinho. “A Bola” atribuiu-lhe nota 8 em 10. Compreende-se, pois as notas 9 e 10 estão reservadas para Nuno Gomes, Simão e poucos mais. De resto, o meio-campo do Sporting esteve muito bem, tanto a atacar como a defender, enquanto a defesa e o guarda-redes quase não foram postos à prova. No Benfica poucos se destacaram. Simão ainda foi o mais ameaçador e Petit o mais lutador, como de costume.

Apesar da exibição e vitória categórica, não penso que os objectivos do Sporting sejam agora mais ambiciosos que antes. A equipa ainda está a crescer, pelo que estou convencido de que dificilmente poderá lutar por mais que um lugar entre o 3º e o 5º. Já o Benfica, mesmo depois de tantas vitórias seguidas, voltou a mostrar que não é uma grande equipa e, na minha opinião, só será campeão se o FC Porto deixar. Quanto a um título europeu, vou considerar isso como um momento de bom humor do presidente benfiquista.

sábado, janeiro 28, 2006

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória...

Esta noite o Sporting derrotou o Benfica por três bolas a uma no terreno do adversário. Que dizer? Este foi o melhor jogo do Sporting em muito muito tempo. Até ao momento, o melhor jogo desta época! Um Ricardo já ao seu nível na baliza, uma defesa sólida, um meio campo combativo, um ataque concretizador. Que se pode pedir mais? O resultado advém de toda uma exibição harmoniosa de grupo. O Sporting vence com 3 golos... Poderiam ter sido muitos mais! Peca por escasso, o resultado. O Benfica pouco ou nada fez para contrariar o domínio claríssimo da equipa leonina. Paulo Bento foi um líder no banco. Liedson, o nosso MATADOR! Um Estádio da Luz cheio para ver a exibição arrebatadora do Sporting... Dificilmente o campeonato poderá ser nosso, mas cabe ao Sporting continuar a construção duma equipa que se quer GRANDE! Este ano a luta continua. A Taça de Portugal é um objectivo. O apuramento para a Champions League outro! Ser campeão seria um bom bónus, mas é já muito difícil. Para a semana a competição continua e o jogo é em casa. Casa cheia é exigida para um embate extremamente difícil. A vitória é possível, mas só se seguirmos o lema... ESFORÇO, DEDICAÇÃO, DEVOÇÃO E GLÓRIA!
P.S.: Nestes jogos tudo pode acontecer, isto sempre foi uma hipótese, mas confesso que o Sporting surpreendeu-me pela positiva. Qualidade de jogo... Muito bem! Merecem ser aplaudidos!

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Benfica Vs. Sporting - O que esperar?

Neste Benfica - Sporting, sinceramente, não se deverá esperar futebol bem jogado, porque disso nenhuma das equipas é capaz. Essencialmente será interessante observar o modo como vão interagir a meio da competição. Como em todos os jogos, tudo pode acontecer. Tanto poderemos ter adormecido a meio do jogo, como poderá haver alguma emoção. Não muita, que é para não fazer mal ao coração... Ambas as equipas se reforçaram no mercado de Inverno, o que talvez tenha servido para colmatar pontos fracos. Mas o que fazer quando as equipas são elas próprias, um ponto fraco? Amanhã veremos...

segunda-feira, janeiro 23, 2006

FC Porto, 1 - Naval, 0

:: Cromo Repetido :: Uma Vitória à Borla

Este Porto-Naval foi muito mau. Tão mau que me dá mais vontade de desviar o assunto para outras equipas. Vamos lá a isso então...

Por exemplo, no jogo do Sporting, se aquela bola na mão de Polga na área não é penalty (tal como não foi a do Benfica na semana passada ou a do Boavista contra o Porto), então porque é que a de Cech no Naval-Porto da taça foi? Ou porque é que no mesmo jogo foi marcada mão a um jogador do Marítimo ao cortar um alívio defensivo do Sporting? Não quero com isto debater se o Sporting foi beneficiado ou prejudicado (apesar das violentas críticas à arbitragem por parte dos dirigentes me parecerem injustificadas); simplesmente gostava de perceber estes critérios.

Continuando a desviar as atenções da péssima exibição do Porto, aproveito para perguntar porque é que há uns tempos o Costinha levou um jogo de castigo pelos festejos de um golo em Guimarães, e este ano o Nuno Gomes leva zero jogos e 450€(!) de multa pela sua conhecida acusação de dopagem aos jogadores do Braga durante o jogo. Ah, já sei -- é que na época passada o Petit fez a mesma acusação ao Gil Vicente em plena conferência de imprensa e também não lhe aconteceu nada. Tudo vai bem no futebol português.

Suponho que lá chegou a altura em que tenho mesmo que falar do jogo do Porto. Bem, Adriaanse tirou da equipa os três jogadores a quem dei nota mais baixa na Amadora (deve-se ter baseado no meu artigo!): Baía, Pedro Emanuel e Jorginho. Ainda segundo o que eu escrevi na altura, deve ter mesmo tido vontade de tirar ao intervalo mais do que os três que podia legalmente tirar; e então para este jogo saíram também do onze Diego e Paulo Assunção (este talvez para descansar).

Com Helton na baliza a impedir Baía de completar 400 jogos na liga e se aproximar do record de João Pinto, era dada uma justa oportunidade ao guarda-redes brasileiro. A equipa apresentou então três defesas (Pepe no meio, Cech na esquerda e Ricardo Costa na direita), com Bosingwa a trinco num esquema de 3-5-2 ofensivo. Quaresma e Alan faziam as alas, com Lucho e o regressado Ibson no meio campo, e Lisandro alinhava ao lado do estreante Adriano no ataque. De Adriano, posso dizer que felizmente vem só por empréstimo, para já.

O jogo começou com um excelente lance de Quaresma na área, na que viria a ser a melhor jogada do encontro. O Porto acabou por marcar graças a um auto-golo muito mauzinho do defesa brasileiro Fernando da Naval à meia hora. A Naval nada fez para chegar ao empate, e o Porto nada fez para fazer valer a pena o dinheiro e a viagem aos adeptos que foram ao estádio. Teve uma ou outra oportunidade, mas a exibição foi do pior que se viu este ano. Esperam-se melhores dias, como os que se viveram antes da Amadora.

- 1 - Helton [7] - Espectador todo o jogo, até ser chamado a uma única defesa, na qual mostrou bons reflexos.
- 3 - Ricardo Costa [6] - Pouco que fazer na defesa.
- 14 - Pepe [7] - Foi o defesa mais ocupado, no centro, e saiu-se bem mesmo sem Emanuel ao lado.
- 35 - Marek Cech [6] - O mesmo que Ricardo Costa.
- 12 - Bosingwa [6] - Um ou outro passe errado como é seu hábito, mas cobriu bem a sua zona e fez bem as compensações perante uma Naval que colocou poucos problemas.
- 6 - Ibson [7] - Foi dos poucos que fez algo de positivo na segunda parte, mesmo numa exibição que não foi nada de especial.
- 8 - Lucho González [6] - Discreto.
- 27 - Alan [6] - Levou jogo para o ataque, mas pareceu sempre apontar ao defesa adversário na altura de tirar cruzamentos.
- 7 - Quaresma [6] - Belo lance no início, mas uma exibição abaixo das suas capacidades no resto do jogo.
- 11 - Lisandro López [4] - Chegou-lhe pouco jogo no centro, tendo passado ao lado do jogo até à sua substituição ao intervalo.
- 28 - Adriano [4] - Dois golos no amigável a meio da semana, uma nulidade na estreia a sério.

- 20 - Diego [6]- Entrou ao intervalo; teve alguns bons dribles, mas foi pouco objectivo.
- 16 - Raul Meireles [-] - Supostamente o melhor em campo no amigável frente ao Dinamo de Moscovo, teve poucos minutos para mostrar o seu momento de forma.
- 17 - Jorginho [-] - Entrou praticamente no final.

sábado, janeiro 21, 2006

Esta equipa luta para quê?

O Sporting voltou esta noite a perder pontos na Liga Betandwin, ao empatar em casa frente ao Marítimo, a um golo. Desta forma, os leões não ganharam terreno aos seus maiores rivais. Não, não estou a falar de FC Porto e Benfica, esses são de outro campeonato. Falo de Sporting de Braga e Nacional, que empataram fora, e Vitória de Setúbal, que ganhou em terreno alheio. Os responsáveis sportinguistas têm de deixar de atirar areia para os olhos dos adeptos e assumir que esta equipa não pode aspirar a mais do que a um lugar europeu, isto é, a um lugar entre o 3º e o 5º da classificação final. E mesmo isso afigura-se difícil, pois a equipa não consegue descolar das três equipas atrás citadas. E vem aí a visita à Luz.

Esta noite frente ao Marítimo, o Sporting até fez uma boa primeira parte, onde podia ter marcado uns três golos. Romagnoli estreou-se a marcar, aos 8 minutos, na sequência de uma excelente jogada de ataque. Como tem sido habitual, a equipa de Paulo Bento voltou a cometer falhas defensivas incríveis e, na segunda oportunidade de golo, o Marítimo empatou, por Fahel, aos 43 minutos. Na segunda parte o Sporting entrou mal e podia ter sofrido o segundo golo por volta dos 65 minutos. Sá Pinto, tal como no Restelo, voltou a fazer um penalty estúpido. Souza tentou marcar, mas fê-lo mal e Ricardo defendeu facilmente. A partir daí os leões pressionaram cada vez mais e tiveram oportunidades suficientes para chegar ao 2-1, mas voltaram a falhar em frente à baliza, destacando-se uma perdida inacreditável de Liedson, isolado na pequena-área, após boa jogada entre Nani e Deivid.

Em termos individuais, no Sporting, Liedson foi ainda assim o melhor, correndo muito e criando muito perigo para a baliza do Marítimo. De resto, apenas uns flashes de Carlos Martins e Romagnoli, mas insuficientes para permitir o controlo do jogo durante os 90 minutos. O pior foi, como tem sido hábito, Sá Pinto. Trapalhão, refilão, falhou um golo certo na primeira parte, fez mais um penalty ridículo. Até parece que joga contra o Sporting. Paulo Bento tem sido corajoso ao afastar algumas unidades, mas não se percebe a insistência num dos piores jogadores do plantel. Esperemos que não hajam reviravoltas e que Sá Pinto termine mesmo a carreira dentro de poucos meses.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

O Regresso do Cromo da Bola

Pois é caros leitores, há já algum tempo que não me tenho por aqui "debruçado" sobre o futebol. O motivo é simples, os jogos sucedem-se sem dar grande vontade de escrever. O Sporting de quem sou adepto, fruto de uma época há muito sabido, mal planeada, não consegue estar à altura das naturais expectativas dos seus adeptos. Assim sendo, o campeonato parece-nos um penoso e longo pesadelo que nunca mais acaba! Paulo Bento não tem culpa. Aceitou esta missão com a coragem de quem quer vencer na sua profissão e por isso vai fazendo o melhor que pode dadas as circunstâncias. Objectivo: Preparar a próxima época como ninguém foi capaz de preparar esta, bem como tentar salvar qualquer coisinha, se possível este ano. Os jogos sucedem-se e o futebol praticado é manifestamente mau. Ainda assim vamos tentar acompanhar a competição com espírito desportivo e tentar retirar o "moral da história".

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Est. Amadora, 2 - FC Porto, 1

:: Cromo Repetido :: Um Péssimo Reinício

O Porto perdeu no terreno do recém-promovido Estrela da Amadora, que vem fazendo uma época surpreendente, no jogo de abertura da segunda volta. Com poucos recursos, o Estrela soube tirar partido de um lance de sorte que lhes deu o primeiro golo e de muita desorientação e desinspiração do líder do campeonato.

O jogo começou equilibrado, até ao golo do Estrela: livre por falta bastante questionável (Quaresma parece só tocar na bola), remate forte mas mal direccionado que sofre um forte desvio capaz não só de lhe dar a direcção da baliza como ainda de tirar a bola do alcance de Baía.

O Porto reagiu mal, com o Estrela a abrir avenidas no contra-ataque: sem ponta-de-lança para os centrais marcarem, a defesa do Porto tinha grande dificuldade em lidar com os dois extremos rápidos da equipa da casa.

Pouco depois da meia-hora, o Estrela fazia o 2-0 num desses lances, com Paulo Assunção a sair do centro em perseguição ao condutor da bola, ninguém a compensar, e remate frontal à vontade com Baía a ser mal batido.

Numa primeira parte em que ficaram demasiados cartões por mostrar para que valha a pena enumerá-los, com prejuízo claro para os visitantes, o Estrela teve ainda um outro contra-ataque que deu um golo anulado por fora-de-jogo (aparentemente bem assinalado, mas difícil de decidir).

Adriaanse, que tinha lançado novamente Jorginho no lugar de Hugo Almeida para substituir o ausente McCarthy, tirou três jogadores ao intervalo -- e provavelmente só não tirou mais porque não podia. Ficaram de fora um inútil Pedro Emanuel, um insípido Jorginho e Quaresma, que foi novamente posto fora de combate por uma entrada dura de um adversário. Entraram os extremos Alan e Ivanildo e o ponta-de-lança Hugo Almeida.

O segundo tempo foi de ataque quase contínuo mas sempre atabalhoado do Porto, com o Estrela a seguir um elaborado plano táctico em que só não defendiam com a equipa toda dentro da baliza porque provavelmente não cabiam lá dentro. Mérito lhes seja dado, foi o suficiente para um Porto sem calma nem ideias.

O golo do Porto até surgiu relativamente longe do final, num raro lance de bom futebol em que Assunção lançou muito bem González, para o argentino concretizar com classe. Até final o Porto teve várias ocasiões para empatar, mas geralmente fruto de jogadas confusas em que faltou sempre uma espécie de Jardel para empurrar o ressalto.

Prestes a enfrentar várias deslocações a sul, o Porto não pode agora perder pontos em casa ou deixar-se afectar pela derrota; tem essa responsabilidade, até porque para os lados da Luz continuam os fenómenos estranhos (contabilizem-se mais dois pontos para o Benfica por via de arbitragem que interpreta lances de mão na bola conforme dá jeito).

- 99 - Vitor Baía [4] - Mal batido no segundo golo, embora o remate fosse difícil; apesar de todas as dificuldades que a defesa sentiu frente ao contra-ataque adversário, ironicamente não fez qualquer defesa digna de registo.
- 3 - Ricardo Costa [4] - Usou várias vezes os braços de forma ilegal, marcou mal, não atacou em condições, e pareceu sempre uma sombra lenta de Pepe.
- 35 - Marek Cech [5] - Um par de erros crassos na defesa estragaram uma exibição que até foi das menos más da equipa; não foi por falta de esforço.
- 4 - Pedro Emanuel [3] - Pouco fez nos 45 minutos que jogou a não ser marcar o espaço vazio.
- 14 - Pepe [6] - Alguns cortes precipitados, mas foi o único que mostrou velocidade para além da combatividade.
- 18 - Paulo Assunção [6] - 1 assistência - Jogo abaixo do que vem sendo habitual, salvando-se da mediocridade apenas pela excelente assistência.
- 8 - Lucho González [6] - 1 golo - * - Leva o título muito relativo de melhor jogador da equipa, sobretudo pelo belo golo que obteve.
- 20 - Diego [5] - Ninguém o deve acusar de ter temperamento de vedeta; trabalhou, mas o jogo correu-lhe mal.
- 17 - Jorginho [3] - Praticamente não teve uma acção positiva nos 45 minutos que passou em campo.
- 7 - Quaresma [6] - Mesmo muito abaixo do que tem sido habitual, foi o melhor durante os 45 minutos que aguentou em campo, com uma falta dura de Jordão a obrigá-lo a sair ao intervalo.
- 11 - Lisandro López [6] - Trabalhou muito, mexeu-se bem, mas foi outro a quem o jogo saiu com pouca inspiração.

- 25 - Ivanildo [5] - Esforçado, mas quase sempre batido pela defesa adversária.
- 27 - Alan [6] - Agarrou-se muito à bola, não cruzou nem rematou muito bem, mas mesmo assim foi dos poucos que levou jogo para a frente com regularidade.
- 39 - Hugo Almeida [5] - Pouco conseguiu para além de incomodar os defesas com a sua presença física.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Naval, 1 - FC Porto, 2

:: Cromo Repetido :: Taça de Andebol

Com Bosingwa e Raul Meireles no lugar dos castigados Ricardo Costa e Paulo Assunção, Marek Cech a substituir o lesionado César Peixoto, Helton a estrear-se na baliza, e com Jorginho no lugar de Hugo Almeida, o FC Porto apresentou uma equipa competitiva na Figueira da Foz. Em relação ao onze escolhido, lamenta-se apenas que Ibson apenas tenha tido direito a cinco minutos no final. Pena então que o jogo tenha sido tão fraco.

O Porto marcou a meio do primeiro tempo numa boa jogada de Cech (boa exibição) e Quaresma, com Diego a encostar para golo. A Naval respondeu, mas não criou perigo. Quaresma ficou no banco ao intervalo (na minha opinião nem devia ter jogado, para descansar), entrando Alan para o seu lugar.

O segundo tempo começou praticamente com o lance de bola na mão do defesa esquerdo Cech, que Bruno Paixão considerou grande penalidade (onde estava este árbitro na jornada passada, quando um jogador do Boavista cortou um remate com o braço na grande área, pergunto eu?). A Naval empatou, e o FC Porto tomou conta do jogo a partir daí -- nada de brilhante, mas pelo menos dominou.

Perto do final, um corte de Nelson Veiga acabou com um desvio da bola por um dos seus braços esticados. Bruno Paixão já não teve tanta vontade de marcar grande penalidade como no lance na área contrária, mas o seu árbitro assistente (que até nem estava numa posição favorável) fez-lhe o favor de lhe chamar a atenção. Lucho González converteu, e o FC Porto venceu.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

SCB 3 - 2 SCP

Já não me lembro quando foi a última vez que aqui deixei uma mensagem mas também não vou procurar.
O nosso Cromo Repetido tem feito por manter o blog vivo e é graças a ele que isto vai tendo algum conteúdo.

No Sábado passado fiz (com o meu irmão) a primeira incursão da época a um estádio de futebol para presenciar um jogo.
Fui, também pela primeira vez, ao estádio municipal de Braga.
Tenho que confessar que só fui ao jogo porque um colega me ofereceu 2 bilhetes, e como tal, mereceria ser fustigado se não fosse.
Apesar do resultado, não dou a viagem nem o tempo por mal empregues, pois o estádio é de facto muito bonito.

A 1ª parte do Sporting foi incrivelmente má. Se calhar passei demasiado tempo a olhar para as bancadas e a comer rabanadas de tremoços, mas não vi um único remate à baliza por parte do Sporting, não vi 4 passes consecutivos dentro do meio campo do Braga. Vi os jogadores do Braga a correrem com e sem bola, a receberem a bola sem oposição, os jogadores do sporting estáticos e vi 2 golos. O João Alves anda a jogar mesmo mal, não teve uma única acção útil, não sei o que se passa com o rapaz!
Acho que a direcção do Sporting fez bem em contratar o Caneira, mas ele esteve bastante mal neste jogo, tinha acabado de chegar e não tinha nenhum entrosamento com o Tonel.
A Direcção do Sporting também procedeu de forma acertada quando decidiu emprestar o Wender ao Braga, o homem marcou 1,5 golos! Há que dar animo a um jogador que pertence aos quadros do Sporting, se ele não marca pela nossa equipa, ao menos que marque contra ela!
Não seria necessário fazer como noutros clubes e obrigar o treinador a tomar opções técnicas não opcionais mas não poderiam ter feito o empréstimo depois do jogo? Até porque o Abel jogou toda a partida.

Depois do que tinha presenciado na 1ª parte não estava com grandes expectativas para o 2º tempo, e os primeiros 15 minutos não anteviam nada de extraordinário, apesar do Carlos Martins ter vindo dinamizar o meio campo. Até que, assim de repente, quase do nada, conseguimos fazer o 2-1. Gritei golo mas nem me levantei da cadeira, no entanto a equipa acordou e começou a jogar futebol, marcamos o 2º golo e eu já estava a tocar na vitória. Durante uns minutos acreditei que íamos ganhar, a equipa do Braga estava atordoada e nós estamos por cima. Infelizmente em mais um lance de bola parada o Braga chegou ao 3º golo e já não tivemos forças para correr atrás do prejuízo.

Uma nota para o Árbitro e para os seus assistentes, é incrível como é que que estes senhores conseguiram e conseguem regularmente ver coisas que não existem, ou conseguem fazer existir coisas que não vêem. Fiquei irritado particularmente no lance em que o Carlos Martins levou amarelo, o fiscal de linha que estava a 5 metros do lance, deu lançamento para o Braga, quando a bola não saiu, nem de perto, do relvado, e ainda por cima o CM sofreu uma falta claríssima. Houve tb uma série de entradas duras de ambos os lados e os amarelos ficaram no bolso e a partir de determinada altura qualquer falta da treta a meio campo, pumba! Enfim.

A 10 pontos de distância do Porto e mais uma mão cheia de equipas pelo meio, penso que já será extremamente complicado chegarmos ao título, no entanto há que continuar a trabalhar para ganhar todos os jogos e, quem sabe...

segunda-feira, janeiro 09, 2006

FC Porto, 1 - Boavista, 0

:: Cromo Repetido :: Ser Eficaz Antes de Tentar Ser Brilhante

Se os adeptos há uns meses se queixavam que Adriaanse tinha ideias excessivamente ofensivas, o jogo de ontem mostrou que também sabe colocar a eficácia antes do espectáculo. O Porto não foi brilhante a atacar, mas defendeu bem e regressou ao campeonato com uma vitória, fechando a primeira volta com 6 pontos de vantagem sobre os segundos classificados.

Perante um Boavista inofensivo no primeiro tempo, o FC Porto criou algumas (não muitas) situações, com Quaresma a marcar um grande golo de livre (beneficiou de um ligeiro desvio, mas não deixa de ser um grande remate).

O segundo tempo jogou-se com o Boavista a querer atacar, criando um primeiro quarto de hora de pressão, que depois se devaneceu -- com o FC Porto a desperdiçar algumas ocasiões na parte final do encontro, após substituições acertadas.

O Boavista beneficiou do desaparecimento no segundo tempo de Quaresma e Diego, os principais motores na primeira parte, mas teve apenas dois lances de perigo, ambos pelo melhor jogador do Boavista no encontro, Manuel José (jogador que, refira-se, o FC Porto deixou escapar depois de passar pelas camadas jovens e que podia actualmente fazer um bom trabalho como lateral direito ofensivo neste plantel).

O árbitro foi controlando um jogo complicado a nível disciplinar, ficando por marcar uma grande penalidade a favor do FC Porto na primeira parte (mão na bola ao lançar-se para cortar um remate). O Boavista queixou-se também de um lance na área do Porto no segundo tempo, mas a repetição não permite ver se o contacto entre Pepe e o avançado do Boavista é irregular ou se existe apenas aproveitamento do mesmo.

Referência para os dois amarelos vistos por Paulo Assunção e Ricardo Costa no último minuto "a pedido", situação que não deveria existir mas que todos aproveitam. A "limpeza" de cartões nos jogos de taça continua a não fazer qualquer sentido, bem como o castigo para as séries de 5 cartões ser sempre igual independentemente de ser a primeira ou a quarta.

- 99 - Vítor Baía [8] - Pouco trabalho teve, mas impressiona pela segurança e liderança que demonstra actualmente.
- 3 - Ricardo Costa [7] - Fez o que lhe competia como defesa direito.
- 21 - César Peixoto [7] - Estava a fazer um jogo regular, mas acabou lesionado no segundo tempo. Rotura de ligamentos no joelho esquero e época provavelmente acabada.
- 4 - Pedro Emanuel [7] - Seguro.
- 14 - Pepe [8] - * - Se a defesa foi o melhor do Porto, Pepe foi o melhor da defesa. Notável a força que coloca actualmente em campo.
- 18 - Paulo Assunção [7] - Sempre eficaz, embora desta vez mais faltoso do que o habitual.
- 8 - Lucho González [7] - Bons pormenores e alguns bons remates.
- 20 - Diego [7] - Desta vez melhor no drible do que no passe, tendo desaparecido no segundo tempo.
- 11 - Lisandro López [6] - Esforçado, mas uma exibição pouco conseguida.
- 7 - Quaresma [7] - 1 golo - Foi decisivo, mas não tão brilhante quanto é hábito, e tal como Diego rendeu pouco no segundo tempo.
- 39 - Hugo Almeida [6] - Lutou contra a defesa do boavista, ganhou alguns lances, mas não conseguiu fazer a diferença.

- 35 - Marek Cech [6] - Substituiu o lesionado Peixoto sem comprometer.
- 17 - Jorginho [6] - Entrou para o lugar de Almeida, tendo dado mais capacidade de retenção de bola ao meio-campo ofensivo.
- 27 - Alan [6] - Substituiu Quaresma, e teve algumas boas descidas pelo seu flanco, que no entanto foram inconsequentes.