segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Benfica, 1 - FC Porto, 0

:: Cromo Repetido :: Só Mesmo de Frango ou Auto-Golo

Pobre "clássico" este. Começou mal ainda antes do jogo, com uma sequência de tristes acontecimentos. Primeiro, a chegada da claque do FC Porto com cargas policiais à mistura. Segundo, os dirigentes do Benfica a impedirem Pinto da Costa de acompanhar o aquecimento da equipa no relvado. Terceiro, a claque do FC Porto a desrespeitar um minuto de silêncio em memória de um ex-dirigente do Sporting para insultar o adversário. Quarto, a claque (e outros adeptos?) do Benfica a responderem de imediato na mesma moeda, demonstrando idêntica falta de respeito.

Tanta pobreza de espírito acabou por se transmitir para o próprio jogo. Em poucas palavras: o FC Porto jogou mal e perdeu, o Benfica jogou mal e ganhou. A parte do Benfica jogar mal não me preocupa, aliás se me perguntarem a opinião direi que até nem acho novidade nenhuma; mas a exibição do FC Porto foi do pior que se viu esta época.

Num jogo sem casos relevantes de arbitragem (os jogadores do Benfica deviam passar menos tempo a pedir penalties e amarelos), as más exibições de ambas as partes prometiam um 0-0 final que beneficiaria o líder FC Porto. O Porto jogava com um 3-5-2 que a defender era um 4-4-2 (Assunção era novamente quem viajava entre meio-campo e defesa), mas o esquema ofensivo não resultava em lances de ataque; do outro lado, o Benfica precisava imperiosamente de ganhar, mas não criava perigo e parecia esperar algum acaso.

Cerca do minuto 40, o acaso aconteceu. Laurent Robert disparou um livre de muito longe que passou por dois jogadores do FC Porto e acabou por bater Vitor Baía, que tem culpas evidentes no lance. Baía, que regressou para cumprir o jogo 400 na liga no lugar do entretanto lesionado Helton, assumiu a sua parte da responsabilidade do golo no final do jogo, e menos não seria de esperar deste jogador: espera-se que o resto da equipa tenha a mesma capacidade mental.

Daí até ao intervalo, McCarthy podia ter empatado e Nuno Gomes podia ter feito o 2-0, mas nada aconteceu. O segundo tempo foi uma continuação do primeiro: tecnicamente pobre, faltoso, um mau espectáculo. Acabou 1-0, ficando claro que só mesmo com frango, auto-golo, ou demais acasos podia o 0-0 ter sido quebrado -- mesmo com todo o espaço que o Porto deu na sua defesa após estar a perder.

O FC Porto de Adriaanse preocupa nesta altura pela sua incapacidade de ultrapassar barreiras maiores -- Liga dos Campeões e jogos contra Benfica e Sporting, nomeadamente. Não tem tido grandes problemas a vencer jogos de menor peso, que é aquilo que vai mantendo a equipa na frente; mas mesmo frente a um Benfica medíocre e perfeitamente ultrapassável, pareceu sentir o peso das circunstâncias apesar de ser líder destacado. O Porto precisa agora de se concentrar no facto de que continua a ser líder, gerir os pontos e as jornadas, e não perder confiança.

- 99 - Vitor Baía [4] - Pouco mais a dizer além da culpa no golo; teve um par de intervenções depois disso e nada mais.
- 12 - Bosingwa [6] - Positivo.
- 14 - Pepe [7] - Não tão exuberante como noutros jogos, mas mesmo assim acima da média.
- 4 - Pedro Emanuel [7] - Cumpriu o seu trabalho de capitão, mesmo encostado à esquerda.
- 18 - Paulo Assunção [7] - Outra exibição positiva.
- 16 - Raul Meireles [5] - A partir daqui começaram os problemas, e Meireles nunca teve a inspiração necessária para impor o seu futebol.
- 8 - Lucho González [5] - Idem.
- 7 - Quaresma [6] - Regresso pouco inspirado, passado o grande momento de forma que teve.
- 25 - Ivanildo [6] - Alguns bons lances, mas ainda algo verde.
- 28 - Adriano [5] - Atrapalhou mais do que ajudou, por muito que tenha tentado.
- 9 - McCarthy [6] - Não esteve mal, mas não foi capaz de fazer a diferença.

- 17 - Jorginho [5]
- 11 - Lisandro López [5]
- 39 - Hugo Almeida [-]

domingo, fevereiro 26, 2006

Benfica - Porto, o que esperar?

Muito sinceramente, como sportinguista, é-me completamente indiferente o resultado deste jogo. Qualquer que seja o resultado, em nada altera as aspirações do Sporting à concretização do seu obectivo. Dito isto, que vença aquele que mais faça por merecer. Que seja um bom jogo!

Menos tranquila do que parece

O título deste post é uma variação daquele que tinha escolhido para o post sobre o triunfo do Sporting em Setúbal, por 2-1, há duas semanas. No Bonfim, apesar da vitória magra, os leões não precisaram de sofrer muito, pois apenas nos últimos minutos os sadinos criaram algumas dificuldades. Esta noite, em Coimbra, o Sporting venceu por 3-0, num jogo mais trabalhoso do que o resultado deixa entender. Já frente ao Paços de Ferreira, o 3-0 não tinha espelhado a realidade do jogo. No entanto, os pacenses, em Alvalade, tiveram muita posse de bola, mas criaram pouco perigo. A Académica foi bem mais ameaçadora e em alguns lances podia mesmo ter marcado.

O jogo não podia ter começado melhor para o Sporting. Com pouco mais de um minuto de jogo, Deivid isolou-se e solicitou Moutinho, que, com sorte no ressalto, inaugurou o marcador. Os estudantes protestaram um fora-de-jogo de Liedson, mas o levezinho alheou-se da jogada, pelo que não houve qualquer irregularidade. Foi o terceiro golo de Moutinho na Liga, o segundo em três jornadas. Espero que finalmente o número 28 comece a ter uma boa relação com a baliza, um ano depois de ter chegado à equipa principal. O Sporting ainda jogou bem durante uns 20/25 minutos, com boas combinações entre Deivid, Liedson, Romagnoli e Moutinho. Apenas Nani destoava pela negativa. A partir daí, a Académica assumiu o jogo e começou a incomodar muito a defesa leonina, principalmente através de remates de longe, de cantos e de livres nas imediações da área. Mas o 0-1 manteve-se até ao intervalo.

A segunda parte começou da mesma forma, mas foi novamente o Sporting a chegar ao golo. Hugo Alcântara teve um corte infeliz e Liedson, que na segunda volta apenas tinha marcado no jogo da Luz, fez um golo fabuloso de pé esquerdo. A equipa coimbrã continuou a insistir e a criar dificuldades, mas o Sporting ganhou confiança e começou a sair com mais perigo para o contra-ataque. Quando parecia que o 0-2 ia manter-se, o habitualmente correctíssimo Pedro Roma, com a bola na mão direita, agride Liedson com um murro de mão esquerda. Obviamente, penalty e cartão vermelho para o guarda-redes da Briosa. Com o avançado Delson na baliza, Nani transformou o lance no 0-3 final.

Com este resultado, o Sporting vingou a derrota por 0-1 sofrida na primeira volta, em Alvalade, naquele que foi o último jogo do penoso reinado de José Peseiro. Aliás, dos sete adversários que já defrontou na segunda volta, os leões garantiram vantagem no confronto directo com seis deles e igualdade com o P. Ferreira (3-0 e 0-3). Para o clássico de amanhã na Luz, como disse Paulo Bento, interessa que os dois rivais percam pontos, pelo que o empate é o melhor resultado. O Benfica ficaria a cinco pontos do Sporting e continuaria a oito do FC Porto, logo fora da luta pelo título, agora de vez. Os dragões ficariam na liderança, mas apenas com três pontos de vantagem sobre os leões, que passariam a depender apenas de si próprios para chegar ao primeiro lugar. Mas o mais importante é que o grande rival do Sporting, o Nacional da Choupana, empatou hoje com o V. Guimarães e já está a seis pontos dos leões. Assim sim!

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Quarenta e Nove

Há partida para a Jornada 24 da Liga Nacional 2005/2006, o Sporting encontra-se a 5 pontos do líder Porto e com uma série de equipas ainda no seu encalce. O seu próximo jogo é frente à Académica de Coimbra, equipa em dificuldades na tabela classificativa mas com qualidade suficiente para colocar sérias dificuldades ao concretizar do objectivo verde e branco - concretização de mais 3 pontos. Muito se tem falado da expectativa do Sporting sobre os restantes jogos da Jornada. Completamente irrelevante! A única coisa que interessa ao Sporting é o seu próprio jogo. O único objectivo do Sporting é acumular mais 3 pontos e assim não ceder terreno face aos adversários quer abaixo, quer acima na tabela classificativa.

Para esta partida, não foram convocados nem Sá Pinto, nem Carlos Martins. O onze inicial, seria, caso eu fosse o responsável por essa escolha:
  • Ricardo;
  • Caneira;
  • Polga;
  • Tonel;
  • Abel;
  • Custódio;
  • Douala;
  • Moutinho;
  • Nani;
  • Deivid;
  • Liedson.

Cinco jogadores de tendência defensiva, cinco jogadores de tendência mais atacante. No banco teria Hugo e Luís Loureiro como soluções defensivas. Soluções atacantes: Tello, João Alves, Romagnoli e Koke.

Este jogo é para controlar e dominar do princípio ao fim. Quer-se uma equipa mandona e pronta para resolver a partida bem cedo. Objectivo: registar 49 pontos ao fim da Jornada 24.

Força Sporting!

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Déjà vu

Uma das frases mais recorrentes do futebolês é: “Não há dois jogos iguais”. Pois bem, se não há, por vezes parece, tamanhas são as coincidências entre dois jogos. Ontem, ao ver o Benfica derrotar o Liverpool por 1-0, em jogo da primeira mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, tive uma sensação de déjà vu. Já tinha visto aquele filme em qualquer lado e não foi preciso pensar muito para me recordar do Benfica-Sporting de Maio de 2005, que praticamente decidiu o título a favor dos encarnados.

Tal como o Sporting nesse jogo, também o Liverpool entrou ontem em campo apenas preparado e focado no 0-0. Nem a equipa de José Peseiro nem a de Rafael Benitez tiveram, em alguma parte do respectivo jogo, o objectivo de chegar ao golo. O empate servia ao Sporting, que depois teria apenas de vencer em casa o Nacional na última jornada, e ao Liverpool, que confiava em desempatar a eliminatória em Anfield Road. Os quatro elementos de ataque dos “reds” (Luís Garcia, Kewell, Morientes e Fowler) não se deixaram ver na Luz. Ao deixar a estrela Gerrard no banco, Benitez deu um sinal claro de não considerar este jogo como decisivo. A apatia estendeu-se à equipa, que não fez um único remate enquadrado com a baliza. O mesmo é dizer que Moretto não fez uma única defesa, embora tenha provocado emoção nas bancadas com duas ou três saídas amalucadas.

O Benfica, tal como no célebre jogo de Maio, também não mostrou ontem grandes soluções ofensivas, pelo que as oportunidades de golo foram pouco mais que nenhumas. Ao render Beto, Karagounis ainda agitou o encontro, mas poucos podiam adivinhar que o 0-0 se alteraria, como, de resto, no Benfica-Sporting da época passada. Mas a história, ao contrário do que se diz, repete-se. Livre de Petit e golo de Luisão de cabeça, aos 84 minutos. Onde é que eu já tinha visto tal coisa? A única diferença é que desta vez não ficaram quaisquer dúvidas sobre a legalidade do golo de Luisão. E não houve uma expulsão para o Liverpool, a seguir. São apenas pormenores, o essencial repetiu-se.

Pois bem, de underdog o Benfica passou, na minha opinião, a favorito na eliminatória. Arrisco mesmo os 70% de favoritismo. E se a equipa de Ronald Koeman conseguir marcar um golo em Anfield Road, esse favoritismo passa para uns 95%. O mais difícil já está feito e o resultado de ontem é muitíssimo bom. É que o Liverpool é uma equipa que sofre pouquíssimos golos, mas não marca muitos mais. Por isso afirmo, se o Benfica marcar um golo fora, fica com as portas dos quartos-de-final abertas, pois muito raramente os “reds” têm capacidade para marcar três golos num só jogo. Mais duas semanas e serei confirmado ou desmentido... ou antes pelo contrário.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

FC Porto, 1 - Marítimo, 0

:: Cromo Repetido :: O Gato Meireles

O Marítimo tem parecido talhado para confrontos com os "grandes" esta época, e receber os madeirenses sem os jogadores de melhor rendimento no ataque (Quaresma) e na defesa (Pepe), ambos castigados após 5 amarelos, não se previa fácil.

Na realidade, o Marítimo avisou logo no início do jogo, com um remate à parte exterior do poste, que tencionava causar dificuldades. O FC Porto acabou por ganhar com justiça, mas o Marítimo no global acabou por ser das equipas que melhor se exibiram no Dragão esta época até agora, criando três ou quatro boas situações de golo. Pena precisarem de nove brasileiros no onze inicial para o conseguir.

De um lado valeu Helton, autor de duas grandes defesas (particularmente notável a sua defesa a um cabeceamento no início do segundo tempo), enquanto do outro lado o herói foi Raul Meireles. O jovem internacional sub-21 foi autor de um grande golo em lance individual, a meio do primeiro tempo, que viria a estabelecer o resultado final, tendo ainda tido um outro grande remate de longe com o pé esquerdo muito bem defendido por Marcos. Quem não tem cão (Quaresma) caça com gato (Meireles), e com os seus movimentos felinos o jovem médio deixou a sua marca no jogo.

Defensivamente, Bruno Alves rendeu Pepe, e embora mais lento e menos decisivo, não cometeu erros e foi bem compensado por Pedro Emanuel, que jogou do lado esquerdo. Já no ataque, Alan foi uma nulidade em comparação com Quaresma.

Por falar em Alan, o brasileiro esteve envolvido num dos lances mais curiosos do campeonato. Isolado frente a Marcos, demorou de forma incrível a rematar e perdeu a bola; esta sobrou para Lucho González, que rematou a meia altura para o corte sobre a linha de golo de um defesa do Marítimo. O árbitro Carlos Xistra marcou penalty e expulsou o defesa por mão na bola. O árbitro auxiliar posteriormente chamou-o, e convenceu-o a mudar a sua decisão -- e ainda bem que o fez, uma vez que o defesa do Marítimo efectivamente tinha cortado o lance com a cabeça. Pena que Bruno Paixão não tenha tido a mesma capacidade no recente Porto - Braga.

Realce apenas para o remate de McCarthy ao poste, num jogo que o Porto ganhou bem mas que o Marítimo não andou longe de empatar. E, já agora, quem tanto critica o trio defensivo de Adriaanse e diz que Bruno Alves não sabe jogar futebol, é favor notar outro zero para o adversário do Porto.

- 1 - Helton [8] - * - Duas grandes defesas, sobretudo num cabeceamento para golo, fazem com que ultrapasse por pouco Meireles como o melhor em campo.
- 12 - Bosingwa [5] - Erro grave logo no início do jogo, seguido por uma exibição mediana.
- 13 - Bruno Alves [6] - Impecável no jogo aéreo, mas disso não houve muito frente a este colectivo brasileiro. Pelo chão é mais complicado, mas com a ajuda de Pedro Emanuel não cometeu erros.
- 4 - Pedro Emanuel [7] - Ocasionais dificuldades no seu flanco, mas vários cortes de qualidade e boas dobras ao centro.
- 18 - Paulo Assunção [7] - A eficácia que vem sendo habitual.
- 16 - Raul Meireles [8] - 1 golo - Podia perfeitamente ser o melhor em campo, não fosse Helton, com o grande golo que marcou e o outro que Marcos evitou.
- 8 - Lucho González [7] - Acompanhou bem o rendimento do meio-campo.
- 27 - Alan [4] - 1 assistência - De longe o mais fraco, quase nada lhe saiu bem, e o golo que falhou frente a Marcos é incrível.
- 25 - Ivanildo [6] - Esforçado mas novamente pouco inspirado.
- 28 - Adriano [5] - Idem; um bom cabeceamento, e pouco mais.
- 9 - McCarthy [7] - Continua sem encontrar os golos, mas as exibições vão sendo positivas, particularmente graças a um grande remate ao poste.

- 11 - Lisandro López [6] - Não mudou nada, mas esteve um pouco melhor do que Alan.
- 17 - Jorginho [6] - O público que assobiou a sua entrada para o lugar de Adriano só mostra o pouco que percebe de futebol; independentemente das suas qualidades ou falta delas, trouxe mais consistência ao meio campo numa altura em que a bola chegava pouco aos dois avançados.
- 39 - Hugo Almeida [-] - Pouco tempo em campo, mesmo assim podia ter marcado.

domingo, fevereiro 19, 2006

Benfica e Sporting confirmam tendências

O Benfica e o Sporting realizaram ontem os seus encontros da 23ª jornada da Liga. As duas equipas confirmaram a tendência das últimas semanas, com os encarnados a perderem em Guimarães, por 0-2, e os leões a derrotarem em casa do P. Ferreira, por 3-0.

Em Guimarães, apoiado por um público frenético, o Vitória deu mais um passo importante para a manutenção no escalão maior do futebol português, depois do triunfo na Madeira. Os vimaranenses nunca foram acusados de jogar mau futebol, apenas têm sido prejudicados pela sua ineficácia na finalização. Ontem, a equipa de Vítor Pontes fez uma esplêndida meia-hora inicial, criando algumas situações de golo e praticamente não deixando o Benfica jogar. O golo acabou por surgir sem surpresa, através de um remate forte de Svärd, ainda desviado pela cabeça de Ricardo Rocha. Na última hora de jogo o Vitória praticamente abdicou de ter a bola, dando a iniciativa aos encarnados. O Benfica tentou virar o jogo, mas, ao contrário do que aconteceu em Leiria, por exemplo, pouco incomodou o guarda-redes adversário. O Guimarães foi ganhando confiança e lançando cada vez mais contra-ataques perigosos, que valeram o 2-0 aos 71 minutos, por Neca. A partir daí, a equipa de Ronald Koeman baixou os braços e, sem deixar de atacar, nunca deu a sensação de poder virar o jogo.

Analisando a equipa encarnada, verifica-se que Koeman voltou a fazer algumas alterações. A defesa voltou a ser a mais desejada pelos adeptos, com Nélson e Leo nas alas. No meio, Luisão voltou a ter a companhia de Ricardo Rocha, com Anderson mais uma vez no banco. A presença do central português deverá corresponder a uma tentativa do holandês de dar mais contundência ao sector. Ontem, Ricardo Rocha, embora de forma infeliz, esteve envolvido nos dois golos adversários. Tenho para mim que o ex-jogador do Sp. Braga é um dos centrais mais fracos dos três grandes e a sua dureza e determinação não disfarçam a falta de classe e inteligência. A dupla de trincos foi também a eleita pelos adeptos: Petit e Manuel Fernandes. A verdade é que o jovem formado nas escolas do Benfica não atravessa uma boa fase, parece mesmo ter estagnado na sua evolução. E sem Beto o meio-campo encarnado tem muito mais dificuldades em recuperar bolas o mais à frente possível. Na frente, Marcel teve o apoio de Marco Ferreira, Nuno Gomes e Simão. O primeiro, uma surpresa preparada por Koeman, foi uma nulidade. Nuno Gomes protestou mais do que jogou, tendo conseguido chegar ao fim dos 90 minutos sem ver qualquer cartão. Simão voltou a não estar inspirado e Marcel, em consequência disto tudo, voltou a ficar em branco com a camisola encarnada. Entrando na fase decisiva da época, em várias frentes, o Benfica não parece estar preparado para passar incólume pelas diferentes provas. Koeman não está a fazer pior que Trapattoni, os rivais é que são um pouco menos incompetentes.

Em Alvalade, o Sporting bateu o P. Ferreira por 3-0, igualando a melhor marca da época, alcançada frente ao Rio Ave, à 16ª jornada. Aliás, para além destes dois jogos, apenas em mais um encontro oficial os leões obtiveram este número de golos. Foi na vitória na Luz por 3-1. Mas ontem não foi uma tarefa fácil, pelo que pude ver no meio de umas dentadas numas peças de porco preto. Paulo Bento fez uma alteração em relação ao jogo de Setúbal, trocando Douala por Romagnoli, com Sá Pinto a adiantar-se no terreno. O Paços entrou bem e podia ter marcado cedo. Só depois o Sporting reagiu e chegou ao golo pouco antes da meia-hora. Do sítio onde estava, pareceu-me não ter havido penalty de Peçanha sobre Moutinho, pois o guarda-redes do Paços tocou na bola. Felizmente os jornais já me confirmaram que houve mesmo falta. Sá Pinto fez o 1-0. A partir daí o jogo foi muito repartido e os amarelos tiveram até mais iniciativa que os donos da casa. Ao contrário dos jogos anteriores, o Sporting não soube gerir a posse de bola e permitiu que o adversário se aproximasse muito da sua área. Mas a defesa leonina mostrou que está cada vez mais compacta e quase não permitiu que o Paços criasse perigo, principalmente através dos muitos cruzamentos realizados. Os leões, também ao contrário dos encontros mais recentes, tiveram um grande aproveitamento das oportunidades de golo, e dilataram a vantagem nos últimos três minutos. Primeiro por Deivid e depois por Tello, ambos após boas jogadas de Nani.

Notas positivas para as substituições de Paulo Bento. Nani entrou ao intervalo, para o lugar de Sá Pinto, e construiu os dois últimos golos do Sporting. Penso que, com o final de carreira do número 10, no fim da época, Nani pode assumir-se de vez no meio-campo verde-e-branco, na próxima temporada. Deivid voltou aos golos dois meses e meio depois. Poderá ter sido um bom tónico para o avançado brasileiro, que vinha a atravessar um período pouco feliz, com vários golos falhados de forma escandalosa. Se der sequência pode formar com Liedson uma dupla temível. Tello marcou o seu primeiro golo da época, igualando a média dos últimos anos. Negativamente destaco o comportamento de José Mota na sala de imprensa. Já tinha reparado que os treinadores normalmente reagem pior às derrotas com o Sporting do que com os outros dois grandes. Mas dizer que se está a mais neste futebol parece-me um pouco pretensioso demais. Ou será que está encontrado o substituto de Alex Ferguson no Manchester United e ainda ninguém sabe?

sábado, fevereiro 18, 2006

Tempo de acertar contas!

A 2 de Outubro de 2005, em jogo a contar para a primeira volta do campeonato, 3 - 0 foi o resultado com que o Sporting veio de Paços de Ferreira. Pena que este tenha sido favorável à equipa adversária. Nunca é demais lembrar estes resultados...
Hoje, em Alvalade, o Sporting tem a oportunidade de corrigir a exibição de então. Pede-se uma vitória confortável e inequívoca. Pede-se uma vitória moralizadora e porque não, com números confortáveis.
Humildade, mas sempre com ambição. Respeito, mas sem esquecer os objectivos. Este é mais um teste de fogo ao estofo da equipa de Lisboa.
Força Sporting!

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Mais tranquila do que parece

Ao contrário do FC Porto, de há muitos anos para cá, e do Benfica, nos últimos quatro ou cinco anos, o Sporting tem tido no Bonfim um dos campos mais difíceis de visitar. Mesmo em épocas de título leonino ou de descidas vitorianas, a equipa de Alvalade tem sentido sempre enormes dificuldades para ganhar nas margens do Sado e, quando isso acontece, tem sido sempre pela margem mínima. Foi o que voltou a acontecer ontem à noite, com o Sporting a triunfar por 2-1, perante uma excelente assistência, para o que é normal no Bonfim. Mas a vitória leonina foi mais fácil do que o resultado deixa entender.

O jogo começou de forma morna, sem lances de perigo para os dois guarda-redes. Sensivelmente a meio da primeira parte Carlos Martins fez um remate que levou a bola a cair sobre a rede superior da baliza de Marco Tábuas. A partir daí o Sporting tornou-se superior e começou a ameaçar cada vez mais o golo. Este surgiu aos 36 minutos, através de um disparo fortíssimo de Carlos Martins na marcação de um livre directo. Logo surgiram comentários de adeptos verde-e-brancos (os das riscas verticais), sentenciando: “O Moretto não sofria este golo”. Pois, e o Balakov também não falhava um golo que o Tonel falhou na segunda parte. Mas nenhum deles já cá mora. O Vitória só conseguiu criar perigo, pela primeira vez, em período de compensação, quando Franja, também de livre, obrigou Ricardo a esticar os músculos. Poucos minutos antes, a equipa de arbitragem terá assinalado mal um fora de jogo a Sougou (ainda não vi as imagens, apenas sei pelo que li na internet), que, já com o jogo interrompido, introduziu a bola na baliza do Sporting. Também pelo que li na internet, antes terão sido mal assinalados dois foras de jogo a Liedson.

Na segunda parte manteve-se o domínio leonino. Depois de alguns lances de frisson (adoro esta palavra e felizmente posso aplicá-la aqui) perto da baliza da casa, o Sporting marcou mesmo, aos 63 minutos. Mais um livre forte de Carlos Martins, Marco Tábuas defendeu para a frente e, de baliza aberta, Moutinho fez o 2-0, marcando o seu terceiro golo oficial e o primeiro que não foi de grande penalidade. O Sporting continuou a dominar e só à entrada para os últimos 15 minutos, com a entrada do ponta-de-lança Fonseca (antes já tinham subido ao relvado Carlitos e o recém-regressado Sandro), o Vitória conseguiu ameaçar o Sporting. Primeiro, Carlitos obrigou Ricardo a uma defesa espectacular, a três minutos do fim, surgiu o penalty, por “mão na bola na mão” de Sá Pinto, que o mesmo Carlitos transformou no 1-2. Foi o quarto penalty contra o Sporting nos últimos cinco jogos (quinto nos últimos seis, se contarmos com o jogo com o Paredes). Cada vez percebo menos a lei da bola na mão. Antigamente só era marcada falta quando havia intenção do jogador; não foi manifestamente o caso de Sá Pinto. Também se admitia que fosse marcada falta se cortasse um lance de perigo iminente; ontem a bola ia a sair da área do Sporting, após um alívio. Justo ou injusto a verdade é que o Sporting reagiu bem ao golo sofrido e, nos 8 ou 9 minutos que ainda durou o jogo, não mais permitiu ao Vitória criar perigo. Até esteve perto do terceiro golo, quando Nani rematou à trave.

Algumas notas finais: 1) Muitos adeptos do Vitória insurgiram-se durante o jogo contra a exibição de Varela, acusando-o de não se esforçar contra o clube de origem. Penso que foi uma injustiça tremenda, pois Varela, é sabido, não é ponta-de-lança e ontem jogou 73 minutos entalado na defesa do Sporting, sem qualquer espécie de apoio. Se pusessem Simão ou Quaresma naquela posição também não fariam melhor. 2) Será desta, finalmente, que Liedson renova? Esta semana não há Taça, não há nada que impeça o ponto final nesta novela. Se o levezinho não assinar esta semana, começo a acreditar que o seu futuro não passa por Alvalade. 3) Ao invés, espero que a notícia de ontem de A Bola sobre uma possível renovação de Sá Pinto seja apenas uma boa história de fantasia. 4) Ontem, no Bonfim, depois do 2-0, a Juve Leo dedicou-se a cantos insultuosos para o Vitória. Foi a primeira vez que ouvi tal coisa, em cerca de 20 anos a assistir a confrontos entre as duas equipas, em ambos os estádios. Sendo lamentável, a única explicação que encontro para semelhante animosidade é a recente aliança vitoriano-benfiquista.

Belenenses, 0 - FC Porto, 2

:: Cromo Repetido :: Os Génios Tácticos

Pouca vontade tinha de ver o jogo depois dos eventos de 2ª feira passada, mas há coisas que não se consegue evitar. Assim sendo, vamos a uns comentários rápidos, dedicados a todos os génios tácticos que criticam Adriaanse: sejam adeptos do FCP, comentadores de televisão, ou jornalistas.

Esses génios tácticos, no seu superior entendimento, sabem que é impossível uma equipa triunfar com um 3-5-2 hoje em dia. Sabem-no porque há dois esquemas tácticos válidos actualmente: o 4-4-2 (quase inexistente em Portugal) e o 4-3-3 (que em Portugal normalmente é na prática um 4-5-1). Assim, como é possível Adriaanse pegar numa equipa com tantos problemas defensivos e reduzir a sua defesa a 3 elementos?

Não compreendem que os jogadores é que ganham os jogos, as tácticas só ajudam; nem que há muitas maneiras de defender, e em muitas zonas do campo. Mesmo com uma defesa que apesar do imenso Pepe, tem Bosingwa na direita e Cech na esquerda -- que não sendo maus jogadores, não são (nem serão) nenhumas estrelas mundiais.

Na realidade, o FC Porto tem neste momento a melhor defesa do campeonato, a par do Braga. O choque!... O drama!... O horror!... 13 golos sofridos contra 19 do Benfica e 22 do Sporting! Note-se que esta situação pode sempre mudar -- até porque Adriaanse não hesita em atacar com muitos homens quando é preciso, mesmo que se arrisque a ser goleado (ver Amadora). Mas vai tendo 5 pontos de avanço, que seriam 7 se o Sr. Paixão deixasse.

Na próxima jornada, sem o gigante Pepe, que tal como Quaresma cumprirá castigo, Adriaanse poderá regressar a uma linha de 4 defesas; ou não. Qualquer que seja a opção, se ganhar ninguém comenta, e se perder dizem que é uma besta. Podem ir já escrevendo os vossos soberbos artigos.

Quanto ao jogo de Belém, o Porto não fez uma exibição fantástica, mas reduziu o Belenenses a quase nada. A tal linha defensiva de 3 homens pouco teve que fazer, porque pouco passou pelo meio campo. A atitude do FC Porto foi de procurar a vitória, mandar no jogo, e na segunda parte Adriano por duas vezes concretizou com eficácia cruzamentos de Quaresma.

Os génios tácticos que esperem a próxima derrapagem para falarem (depois do jogo, claro!) dos erros evidentes que foram cometidos.

- 1- Helton [7] - Continua seguro e confiante, embora pareça que há um desastre à espera de acontecer num desses momentos de grande confiança.
- 12 - Bosingwa [6] - Seguro quanto baste, limitado no ataque pelo esquema táctico.
- 35 - Cech [6] - Idem.
- 14 - Pepe [8] - * - Mais um jogo em que nada parecia passar por ele. Ainda iniciou o lance do segundo golo com uma recuperação de bola a meio-campo. Vai fazer falta contra o Marítimo.
- 18 - Paulo Assunção [7] - Eficaz no apoio à defesa e na recuperação a meio-campo.
- 16 - Raul Meireles [6] - Não esteve mal, mas continua pouco consistente.
- 8 - Lucho González [7] - Inteligente a ditar o ritmo de jogo.
- 25 - Ivanildo [5] - Esforçado, mas desta vez quase tudo lhe saiu mal.
- 7 - Quaresma [8] - 2 assistências - Limitado fisicamente, valeu pelas duas excelentes assistências; com dois avançados na área os seus cruzamentos ganham outro perigo.
- 9 - McCarthy [7] - Continua sem marcar, mas trabalhou bem todo o jogo.
- 28 - Adriano [8] - 2 golos - Estreia a marcar em jogos oficiais, nas duas situações que teve; exibição empenhada.

- 11 - Lisandro López [6]
- 20 - Diego [-]
- 39 - Hugo Almeida [-]

domingo, fevereiro 12, 2006

Sporting passa no teste...

O Sporting fez mais um bom jogo frente a uma equipa que não tendo a força de há meses atrás, ainda é capaz de lutar por um lugar europeu, assim acredite. Frente ao Vitória, o Sporting voltou a apresentar um meio-campo consistente apoiado por uma defesa sólida e um guarda-redes em grande forma. Na frente, não se viu muito dos avançados. A arbitragem teve erros, nomeadamente no lance que custou um golo ao Vitória no fim da primeira parte, bem como o penalty inexitente marcado já nos últimos 10 minutos de jogo. Um erro para cada lado, ambos admissíveis e sem influência no resultado. O Sporting foi um justo vencedor. Mantém-se na corrida ao segundo lugar com consequente acesso à Liga dos Campeões. O primeiro lugar ainda está longe, porém, tudo é possível. Cinco pontos, não é tanto assim...

sábado, fevereiro 11, 2006

Setúbal: Uma Prova Difícil...

De há pouco tempo para cá, o ânimo em torno da equipa verde e branca cresceu. Os adversários têm sido ultrapassados com maior ou menor dificuldade. A expectativa em torno do embate seguinte é sempre um pouco maior. Portistas e Benfiquistas já nos olham com algum nervosismo e preocupação. Prova desse nervosismo está, pois claro, na necessidade de constantemente negá-lo. Os nossos adversários observam atentamente os nossos jogos. Anseiam por alguma fragilidade, um deslize... Na deslocação que o Sporting fará amanhã a Setúbal, todos os olhos estão postos naqueles 90 minutos. Gente que torce pela vitória, gente que torce pela derrota. Toda a gente vai querer ver. Quanto aos jogadores, estes só têm de entrar humildes, cientes das grandes dificuldades que enfrentarão até ao apito final e, mostrar, desde os primeiros minutos, ao que vêm. Só querem os 3 pontos. É tudo o que precisam. Só queremos a vitória. Uma vitória justa, tranquila e sem contestação.
Força Sporting!

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Noventa minutos para derrubar a(s) Parede(s)

O Sporting garantiu hoje a presença nos quartos-de-final da Taça de Portugal, ao derrotar em casa o Paredes, da II Divisão, por 2-1. Tal como na eliminatória anterior, frente ao Vizela, da II Liga, os leões começaram mal, sofreram um golo e tiveram de sofrer muito para darem a volta ao marcador. O Paredes marcou logo aos 5 minutos, com um penalty transformado por Nélson Campos após falta de Miguel Garcia sobre Álvaro. O Sporting não demorou a responder e empatou aos 18, pelo estreante Koke, após passe de Romagnoli. A igualdade manteve-se até ao período de compensações, altura em que o central paredense Calica jogou a bola com a mão na sua área e João Moutinho converteu a grande penalidade correspondente.

O Sporting não se pode queixar dos sorteios da Taça, até ao momento. Três jogos em casa, os dois primeiros frente a equipas da II Liga e o terceiro contra uma da II Divisão. Mas sofreu para ganhar todos. Derrotou o Varzim por 2-0, com dois golos marcados nos últimos 20 minutos. Depois venceu o Vizela por 2-1, estando a perder ao intervalo e marcando o golo da vitória nos minutos finais. A história, hoje, repetiu-se quase na íntegra. As razões para tantas dificuldades são fáceis de encontrar: motivação extra dos adversários; falta de concentração e motivação da equipa mais forte; alterações significativas na equipa. Hoje, e em relação aos dois últimos jogos vitoriosos na I Liga, Paulo Bento apenas repetiu no onze Polga e Deivid.

Não tive oportunidade de assistir ao jogo, por isso acompanhei-o através da rádio e da internet. Pelo ouvido e lido, tirei algumas notas:
1) O Sporting ainda não tem capacidade para fazer grande rotatividade na sua equipa inicial. Hoje apenas Romagnoli esteve em bom nível e fez por merecer a titularidade. Koke marcou um bom golo e pouco mais fez.
2) Mais uma vez Paulo Bento foi obrigado a fazer substituições devido a lesões ou fadiga. João Alves deu o lugar a Moutinho logo aos 5 minutos, Koke teve de sair aos 53 minutos, dando lugar a Liedson e Hugo ressentiu-se da longa paragem, sendo substituído por Caneira aos 66 minutos. Também Luís Loureiro, que regressou à competição depois de muito tempo parado se ressentiu, mas teve de continuar em campo por não haver mais alterações a fazer.
3) A nível individual Miguel Garcia e Tello voltaram a mostrar que são apenas soluções de recurso para as laterais, Nani perdeu-se em demasiadas iniciativas individuais e Deivid não aproveitou a oportunidade para voltar aos golos, falhando alguns e andando sempre deslocado da equipa.
4) No Paredes merece destaque um velho conhecido, o guarda-redes Jorge Silva. Sempre foi um dos meus ódios de estimação, pois ao serviço do Salgueiros estava sempre em grande frente ao Sporting e até ao Benfica, mas “desaparecia” da baliza sempre que defrontava o FC Porto, onde jogou parte da carreira. Hoje voltou a evitar os golos do Sporting até ao limite do possível.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

FC Porto, 1 - Sp. Braga, 1

:: Cromo Repetido :: A Vergonha do Futebol Português

Ora então vamos a isto enquanto ainda está bem quente. Comentário curto e grosso.

Gostava de ver isto em letras garrafais na capa da Bola e do Record amanhã: O FUTEBOL CLUBE DO PORTO FOI ROUBADO EM DOIS PONTOS PELO SR. BRUNO PAIXÃO.

Após três bolas aos ferros e um golo na segunda parte, Bruno Paixão marcou aos 87 minutos um penalty a favor da nulidade que foi o Braga. Um penalty cuja eventual falta nem vale a pena discutir, visto existir um fora-de-jogo que fica por assinalar.

Nem foi só isto que decidiu o jogo: Paixão mostrou critério bem diferente até final, deixando por marcar um penalty na sequência de pontapé de canto na área contrária.

Parabéns ao futebol português e à chamada "superliga".

- 1 - Helton [7]
- 12 - Bosingwa [7]
- 3 - Pedro Emanuel [6]
- 14 - Pepe [7]
- 18 - Paulo Assunção [7] - *
- 16 - Raul Meireles [6]
- 8 - Lucho González [7] - 1 golo
- 25 - Ivanildo [7]
- 7 - Quaresma [6]
- 9 - McCarthy [7]
- 28 - Adriano [7]

- 13 - Bruno Alves [3]

domingo, fevereiro 05, 2006

E em duas semanas tudo mudou

Realizaram-se ontem dois dos jogos mais importantes da 21ª jornada da Liga. Confirmando o resultado da semana passada, no derby, o Sporting venceu o Nacional, em casa, por 1-0, enquanto o Benfica foi a Leiria perder, novamente, por 1-3. E eis que, duas jornadas depois de se encontrar três lugares abaixo e com seis pontos de atraso em relação à equipa da Luz, os leões já estão empatados na classificação com os seus grandes rivais, tendo ainda vantagem no confronto directo. Amanhã, segunda-feira, realiza-se outro encontro importante, o FC Porto-Sp. Braga. Ou os dragões ganham e distanciam-se cada vez mais ou, a acontecer outro resultado, o topo da tabela volta a ficar completamente embrulhado.

Em Alvalade, nunca um Sporting-Nacional tinha assumido contornos tão intensos. Por um lado, pela classificação das duas equipas, com os madeirenses dois pontos à frente dos lisboetas. Por outro, pela ruptura assumida pelas duas direcções, com o presidente do Nacional a não ter direito a recepção institucional depois de ter dado preferência ao FC Porto em dois negócios de jogadores e, em sequência, a proferir afirmações consideradas provocatórias pelos dirigentes leoninos.

No entanto, perante uma das melhores casas da época, em Alvalade, o Nacional foi, em termos futebolísticos, uma desilusão. Em linguagem Mourinhiana, Manuel Machado estacionou o seu autocarro em frente da baliza de Diego Benaglio (um dos bons guarda-redes desta liga) e daí praticamente só saiu para regressar ao aeroporto. Os madeirenses mostraram uma estrutura colectiva forte, justificando aí o lugar que ocupavam. Sofreram apenas o terceiro golo fora de casa, tendo sido o primeiro “decente”, depois do golo em falta sofrido na Luz e do ressalto no Restelo. Mas, em termos ofensivos, o Nacional não existiu, tendo apenas uma vez assustado os cerca de 35 mil espectadores, quando, a uns 15 minutos do fim, Miguelito e Goulart combinaram bem e o brasileiro rematou a rasar a trave. Poucos minutos depois, Goulart foi expulso e a partir daí acabaram as dúvidas quanto ao vencedor.

O Sporting, sendo muito menos brilhante que na Luz, mostrou estar a construir uma equipa cada vez mais forte e preparada para responder aos diferentes desafios que lhe aparecem pela frente. Na primeira parte, os leões tiveram algumas dificuldades, mas ainda criaram três ou quatro boas situações de golo. O segundo tempo começou praticamente com o belo golo de Caneira (51m) e a partir daí, os leões tiveram várias situações de perigo, sem as conseguirem aproveitar. Tal como contra o Marítimo e o Benfica, o Sporting voltou a falhar alguns golos certos, um pormenor a rever, até porque a defesa parece claramente mais sólida com as entradas de Abel e Caneira. Outra situação preocupante para os lados de Alvalade foram as lesões musculares. Carlos Martins sofreu a enésima lesão do género, o que começa a ser exasperante, e Abel teve o mesmo problema. Veremos como evoluem esses casos, até porque a próxima deslocação, ao Bonfim, promete não ser fácil. Mas refira-se a boa entrada em jogo ontem de Nani, para o lugar de Carlos Martins. No final do encontro, no flash-interview da SportTV, Manuel Machado, treinador do Nacional, disse que a sua equipa tinha perdido com um “candidato ao título”. Pelos vistos há falta de sintonia entre treinador e presidente, para os lados da Choupana.

Em Leiria disputou-se um jogo de grande interesse e emoção. A U. Leiria venceu bem, mas, por contraditório que possa parecer, o Benfica podia ter ganho confortavelmente. Desta vez, Ronald Koeman apresentou uma equipa mais parecida com a exigida pelos adeptos e pela comunicação social: Nélson regressou à direita da defesa, entrando Leo para a esquerda; Ricardo Rocha substituiu Anderson ao meio; Manuel Fernandes foi titular no lugar do contestado Beto; Marcel foi o ponta-de-lança titular, apoiado por Robert, Nuno Gomes e Simão, da direita para a esquerda.

A verdade é que o Benfica começou bem, criando três ou quatro boas situações na primeira meia-hora. Costinha, a trave e a falta de pontaria impediram os golos encarnados. Mas a equipa de Jorge Jesus, mesmo atacando pouco, ameaçava sempre. Depois de Paulo César ter atirado ao poste, apenas com Moretto pela frente, João Paulo inaugurou o marcador, com um grande remate de fora da área. Até ao intervalo, o Benfica pouco mais se viu, talvez chocado com o golo.

A segunda parte começou com uma monstruosa oportunidade para Maciel, que, depois de ultrapassar Moretto (lance quase igual ao do terceiro golo do Sporting na Luz), conseguiu atirar por cima da barra. O Benfica acordou e voltou ao comando do jogo, criando mais mais algumas oportunidades (Costinha fez uma defesa fabulosa a remate de Robert). Mas Luisão resolveu ajudar os leirienses e ofereceu um golo, marcado por Fábio Felício, após defesa incompleta de Moretto. Os encarnados tentaram reduzir e conseguiram-no a 10 minutos do fim, após boa jogada de Robert (finalmente passado para a esquerda) e do recém-entrado Manduca, que marcou. Marcel ainda podia ter empatado, mas foi a União, a dois minutos do fim, quem decidiu o jogo, com um golo de Maciel após a melhor jogada do encontro, um contra-ataque perfeito. O Benfica sofreu a segunda derrota consecutiva, com seis golos sofridos entretanto, depois de muitas semanas com a baliza limpa. Vale que o próximo jogo é em casa frente à pior equipa da Liga, o Penafiel.

sábado, fevereiro 04, 2006

O Nacional chegou a entrar em campo?

Vitória sem contestação possível!

Mais uma vez o Sporting entrou autoritário em campo. O Nacional não mostrou brio ou vontade de lutar por mais que o empate e assim, sujeitou-se ao único resultado que daí poderia resultar: derrota!
Um Sporting muito bem organizado do princípio ao fim, levou ao eclipse da equipa madeirense. Os jogadores entraram personalizados e seguros de si. Alicerçada numa sólida defesa, a equipa do Sporting soube muito bem dominar todo o campo, levando à construção de um ataque sustentado.

Ricardo é O GUARDIÃO!
Polga e Tonel, a SEGURANÇA!
Abel e Caneira, são uns ALAS fenomenais!
Custódio, O VOLANTE!
João Moutinho afirma-se aos 19 anos como um verdadeiro PATRÃO do meio-campo verde e branco.
Carlos Martins, UM SENHOR ainda em maré de azar...
Sá Pinto, A PERSONALIDADE DO LEÃO! Está a começar a jogar como há muito não se via...
Deivid, precisa de lutar mais, mas é UM APOIO A LIEDSON.
Liedson, O JUÍZ!
Nani, entrou para o lugar de Carlos Martins e mostrou que é uma FORÇA DA NATUREZA ASSUSTADORA!
Miguel Garcia, CUMPRIU!
João Alves ainda PRECISA DE ENCORAJAMENTO...

Dito isto, o Sporting começa a mostrar serviço. Numa altura em que ainda não se sabe os restantes resultados da Jornada 21, uma coisa é certa, a viragem aconteceu há uma semana e o Sporting afirma-se como equipa. A próxima jornada inclui deslocação de dificuldade elevadíssima à cidade de Setúbal. Aqui joga uma das melhores equipas da Liga. Personalizado e com muita humildade, sem euforias, o Sporting terá de deslocar-se autoritário à cidade de Setúbal. Não há que ter medo em dizer ao que vem. É para ganhar! Para isso, há que mandar no jogo por forma a que no fim dos 90 minutos não restem dúvidas sobre o vencedor.

Força Sporting!

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Alvalade está a Escaldar

No próximo Sábado quando Sporting e Nacional subirem ao relvado, o ambiente será simplesmente avassalador. Chegamos ao clímax de uma já longa e escusada situação de conflito.
Confesso que considero inegável que, neste momento, Nacional e Braga são os grandes adversários directos do Sporting. Sejamos realistas... Os resultados colocam-nos numa posição que não deixa margem para dúvidas. Ridículo é argumentar contra isso. Mas toda a situação escusava de ter sido potenciada pelos dirigentes de ambos os clubes que assim promovem um clima de "guerrilha" sem sentido no mundo do desporto.
Neste ambiente, parece-me que os jogadores do Sporting só têm um remédio. Acabar com as dúvidas e entrar para ganhar. Há que acabar com os maus resultados perante a equipa madeirense, que merecendo todo o respeito, não pode ter liberdade para controlar o jogo. O Sporting tem equipa suficiente para, se entrar de forma personalizada, derrotar de forma inequívoca o Nacional. Só necessita de entrar "mandão"... Está dito! Ou esmaga o adversário, ou terá sérios problemas...

Jornada Binte e 1

Binte e 1 porque vai ter um jogo interessante em que o porto vai perder com o braga.

F.C. Porto 1 - 3 Sp. Braga (baia em grande e CU Adriaanse com os porcos!)

O Sporting depois do sonho vai acordar e perder com o Nacional

Sporting 0 - 1 Nacional

O Benfica que jogou mesmo mal na passada jornada vai ter bastantes alterações mas só na segunda parte vai resolver ou não o jogo contra o Leiria!

Leiria 0 - 2 Benfica