segunda-feira, maio 15, 2006

FC Porto, 1 - Vit. Setúbal, 0

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É inegável que a Taça de Portugal, bem como as suas congéneres em diversos outros países, já não tem o mesmo valor de outros tempos para os clubes de maior dimensão. Ainda assim, não deixa de ter alguma relevância, pelo menos simbólica; e essa relevância aumenta consideravelmente quando a Taça se junta à conquista do campeonato em vez de servir como prémio de consolação numa época falhada.

Para o Vitória de Setúbal, detentor do troféu, era uma surpreendente segunda presença consecutiva na final. Apesar de uma segunda metade de época bem menos convincente do que a primeira, após toda a turbulência natalícia que afectou o clube, era inegável a determinação sadina em reconquistar o troféu.

O jogo pouco ou nada teve de surpreendente, à parte a titularidade do jovem Anderson: começou o Porto instalado no meio-campo do Setúbal, que por sua vez defendia no último terço do terreno e tentava baixar o ritmo da partida. As situações de perigo iam aparecendo, com Quaresma a assumir bem o jogo, mas nada de muito flagrante -- até Carlitos enviar o primeiro remate setubalense, já depois da meia hora de jogo, à barra.

Pouco depois surgia o golo do FC Porto, que viria a decidir a entrega do troféu. Quaresma tira mais um bom cruzamento, Adriano adivinha bem o lance e antecipa-se de cabeça à defensiva adversária. Momentos depois McCarthy quase duplica a vantagem, mas o guarda-redes Rubinho conseguiu opor-se. A polícia de intervenção decidiu entretanto animar a festa do golo com uma carga prolongada sobre parte dos adeptos portistas, por razões que a transmissão televisiva não permite determinar.

O segundo tempo foi mais estranho, na medida em que o Setúbal tentou atacar e foi abrindo espaços para o Porto falhar repetidamente o 2-0. O melhor lance setubalense foi protagonizado por Bruno Ribeiro, com um remate de surpresa para grande defesa de Helton. Do lado portista, quase toda a gente teve oportunidade de falhar um ou mais golos, particularmente com o aproximar do final do encontro.

Relativamente à arbitragem do lisboeta Duarte Gomes, numa palavra: miserável. Pouco se aproveitou de uma arbitragem que esteve mal a nível disciplinar, fraca em termos de ábitros assistentes, e cega em vários lances dentro da área do Setúbal no primeiro tempo.

A vitória do FC Porto foi justa, na minha opinião, com ambas as equipas a fazerem uso das suas armas dentro do possível neste final de época. Realce para o gesto de Pedro Emanuel, capitão de equipa, ao fazer questão que Baía erguesse a taça juntamente com ele. Não é fácil vencer campeonato e taça no mesmo ano, pelo que novamente Adriaanse e este seu FC Porto estão de parabéns.

4 Postas de Pescada:

Blogger Cromo da Bola said...

O Porto controlou o jogo, sem o dominar... Não marcou o golo da tranquilidade nas oportunidades que teve e se alguma das bolas do Vitória tivesse entrado, o rumo do jogo mudaria. Quanto aos supostos lances na área do Vitória na primeira parte, não passam de fruto da imaginativa cabeça dos comentadores da rtp. Algo a que já estamos habituados. No primeiro caso, Rubinho não chega à bola por ser abalrroado por Adriano e ninguém foi capaz de referir isso. Não, foi o guarda-redes que esteve mal no lance. Enfim...

segunda-feira, maio 15, 2006 7:38:00 da tarde  
Blogger Cromo Repetido said...

Realmente o chapadão que o Adriano levou na área deve ter sido mesmo imaginação dos comentadores da RTP. :)

Creio que no primeiro lance, do canto, não só não disseram nada sobre uma eventual falta sobre o Rubinho, como também mencionaram casualmente a mão na bola do Veríssimo sem nunca referirem a palavra mágica "penalty" -- como se não tivesse sido na área.

O derrube ao McCarthy fica ao critério de cada um, admito que uns achem penalty e outros não. Claro que em três lances a decisão do árbitro foi sempre a mesma, mas enfim, coincidência.

Quanto aos teus outros comentários sobre o jogo, estou geralmente de acordo. O Porto controlou mais do que dominou, e não jogou particularmente bem. Um golo do Setúbal de facto mudava muito, mas acho que o Setúbal não fez muito para marcar. Particularmente na parte final do jogo quando o Setúbal devia estar a carregar sobre a defesa do Porto, foi quando o Porto mais oportunidades falhou e o Setúbal menos criou.

terça-feira, maio 16, 2006 10:47:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Enjoyed a lot! » »

quarta-feira, janeiro 31, 2007 7:24:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Cool blog, interesting information... Keep it UP » » »

quarta-feira, abril 25, 2007 2:52:00 da tarde  

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